Cesar Faria enfrenta novo processo por quebra de decoro no retorno à Câmara de Florianópolis

Após a notificação, os vereadores terão 90 dias para apresentação de defesa

O retorno de Cesar Faria (PSD) à Câmara de Florianópolis também deve marcar o início de um novo processo de quebra de decoro contra o parlamentar. Protocolado em novembro de 2015, após a Justiça decretar a suspensão da sessão que votaria o processo anterior por falhas no rito, a nova comissão vai investigará os mesmos fatos ligados a Operação Ave de Rapina. Marcos Aurélio Espíndola, o Badeko (PSD), também responde ao mesmo processo por quebra de decoro.

Divulgação

Cesar Faria é ex-presidente da Câmara

Deflagrada em 12 de novembro de 2014, a operação foi dividida em duas frentes de investigação. A primeira apura a tramitação do Projeto Cidade Limpa, que investiga a conduta de Marcos Aurélio Espíndola, o Badeko (PSD), diante de outros parlamentares e empresários do ramo de mídia exterior.

Já Cesar Faria é relacionado a linha de investigação que apura fraudes nos contratos de trânsito do município. Segundo a denúncia oferecida pelo MP-SC (Ministério Público de Santa Catarina) e aceita pela Justiça, o vereador estaria envolvido num esquema de fraude de licitações e cobrança de propina para aditamento de contratos.

“Na época, a Justiça aceitou a denuncia sem sequer ter o contrato em questão. Este contrato, que dizem que foi fraudado, foi firmado por decisão da própria Justiça e ao contrário trazia economia aos cofres públicos. Cesar é inocente”, afirmou o advogado Kissao Alves Thais, que defende Cesar.

Nesta quarta-feira, os vereadores Cesar Faria e Badeko devem ser oficialmente notificados de novo processo por quebra de decoro parlamentar. Ontem, por meio de sorteio, foram escolhidos os dois membros que faltavam para compor as comissões. “Amanhã começamos os trabalhos, já digitalizamos a notificação”, afirmou o vereador Ed, que preside uma das comissões de ética processantes.

Diferente do primeiro processo, que foi julgado pelo Conselho de Ética, as novas denúncias serão analisadas por duas comissões processantes distintas. A primeira, presidida pelo vereador Ed Pereira (PSD), e composta por coronel Paixão (PDT) e Jerônimo Alves (PRB), vai apurar a conduta de Cesar Faria; enquanto a outra comissão, presida por Guilherme Pereira (PSD), e composta por Lino Peres (PT) e Furlan (PSC), investigará Badeko.

Após a notificação, os vereadores terão 90 dias para apresentação de defesa.

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