Cesta básica pode ficar 22,7% mais cara com fim de isenção de imposto

Atualizado

O secretário especial da Receita Federal, José Barroso Tostes Neto, já sinalizou que o governo tem uma proposta de suspender a desoneração da cesta básica.

Preço do arroz, carne e feijão deverão subir – Foto: Pixabay

Dessa forma, o projeto que deve ser enviado ao Congresso Nacional ainda este ano, pode elevar o preço médio da cesta básica em 22,7%.

Segundo levantamento feito pelo IBPT (Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário), com a cobrança de impostos, os produtos ficariam de 11,22% a 36,05% mais caros.

Se aprovado o projeto, passariam então compor o preço de itens da cesta básica:

  • PIS (Programa de Integração Social)
  • Cofins (Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social) e
  • IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados)

Com isso, a carga tributária sobre 12 itens da cesta básica ficaria assim:

  • Açúcar (30,61%);
  • Arroz (17,24%);
  • Banana (21,78%);
  • Batata (11,22%);
  • Café (16,52%);
  • Carne (29%);
  • Farinha (17,34%);
  • Feijão (17,24%);
  • Leite (18,65%);
  • Manteiga (33,77%);
  • Molho de tomate (36,05%) e
  • Óleo (22,79%)

A fim de chegar a esse cálculo, João Eloi Olenike, presidente executivo do IBPT, considerou como base o preço da cesta básica de São Paulo, que hoje custa R$ 473,59.

Com o fim da desoneração, o valor subiria para R$ 581, ou seja, 59% do salário mínimo atual, que é de R$ 998.

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“Cada Estado tem a sua cesta básica. O governo alega que alguns incluíram produtos que não são consumidos pela população mais pobres e que a desoneração favorece apenas a classe média”, comenta Olenike.

Ele cita o caso do salmão, incluído na cesta básica do Rio de Janeiro, que todavia não está presente na mesa dos mais pobres.

“Se o governo não concorda com este item, ele pode substituí-lo por outro, não tributar a cesta inteira”, defende Olenike.

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