Ciclistas e rodovias: combinação perigosa

Talvez o colunista tenha exagerado quanto à ideia de proibição de bicicletas nas SCs 401 e 405. Mas que o Estado precisa fazer alguma coisa em defesa da vida, isso precisa

Fui acusado de “culpar as vítimas” quando escrevi uma nota favorável à proibição de bicicletas em rodovias inseguras e perigosas como as SCs 401 e 405. Não fui bem compreendido, talvez porque tenha me expressado mal. Mas o real sentido é o seguinte: não dá para aceitarmos tantas mortes de ciclistas, nessas estradas, simplesmente supondo que os motoristas deveriam respeitar quem pedala, seja para treino, para deslocamentos ao local de trabalho, estudo ou residência. O que defendo é a construção de ciclovias apropriadas, separadas do fluxo de veículos automotores. Ok, se não for proibição, que seja então recomendação (campanhas), por parte das autoridades, para que os ciclistas não arrisquem suas vidas nas SCs 401 e 405, entre outras. Porque, esperar dos motoristas atitudes civilizadas em relação à fragilidade das bicicletas, é algo que, com sinceridade, é muito mais utópico do que cobrar ciclovias seguras de quem deve construí-las.

Só no longo prazo

Ainda sobre estradas e ciclistas, Franco Sala destaca em email à coluna: “Ciclovias são para deslocamento em velocidades baixas. Ciclistas em treinamento nem podem utilizá-las e rodam nas estradas, em qualquer lugar do mundo é assim. Uma cidade e um Estado que não consegue ao menos terminar uma obra simples, não tem capacidade e nem condições de construir uma ciclovia dessas nos próximos 10 ou 20 anos”.

Velocidade menor

Existe uma teoria, entre ciclistas, de que a velocidade dos veículos automotores deveria ser reduzida, nas rodovias, de 80 km/h para 60 km/h e, no perímetro urbano, de 60 km/h para 40 km/h. Algumas cidades, como o Rio, já adotam experimentalmente a segunda solução. O problema é que a mobilidade, que já é ruim ficaria muito pior, inviabilizando o tráfego motorizado.

Muita lama

Está difícil saber quem é quem na política brasileira, depois das últimas revelações envolvendo mais personalidades importantes da República. Do jeito que as coisas vão, será complicado separar joio do trigo nas próximas eleições: quase todos os partidos tradicionais estão afundando no abismo da lama. Mal comparando, este momento da história lembra os best-sellers de Harold Robbins, que misturava ambição, dinheiro, poder e sexo para compor enredos eletrizantes e muito podres.

Gênio da escrita

O mundo ficou muito mais pobre no fim de semana, com a morte do escritor Umberto Eco, um dos intelectuais mais brilhantes dos séculos 20 e 21. Eco inspirou gerações com sua escrita elegante e verdadeira, reveladora de sua formação clássica e humanista. Umberto Eco foi gênio. Dos poucos a se cultuar e respeitar.

Sonzeira continua

Bailes funks em locais públicos durante a noite e madrugada são um desafio para a Polícia Militar, encarregada de manter a ordem e o sossego. O trabalho tem sido constante, em especial na área do 4º Batalhão da PM, porque os funkeiros têm uma preferência visceral pela Ilha de Santa Catarina, em especial Lagoa e Barra da Lagoa. Muitos vêm de muito longe, com seus carros rebaixados e tunados, só para bagunçar a vida da cidade.

Único ganho

“Uma hora, a única coisa que ganhamos nos últimos tempos”. Claiton Selistre (@ClaitonSelistre), sobre o fim do horário de verão.

Nossas belezas

É louvável o propósito de divulgação do nosso Estado no plano nacional, porque esse também é um dos papéis da televisão: destacar as belezas e qualidades de Santa Catarina. A RICTV, por exemplo, mantém no ar há alguns anos o Destino SC, que é um dos melhores programas do gênero da TV brasileira. E esse tipo de atração não tem que oferecer respostas sociológicas aos problemas das cidades.

Tudo encolhe

Um prosaico picolé, desses tradicionais vendidos em padarias e lojas de conveniência, diminuiu tanto de tamanho nos últimos anos que, em breve, virá apenas o palito “saborizado” e, claro, com o preço reajustado. Em outra constatação, esta no supermercado: pacotes de recortes de frango em oferta tentadora. Você pega o pacote e sente que tem algo de errado. Claro, o peso foi reduzido do padrão de um quilo para 800 gramas. No fim, a oferta é uma mentira.

Contra o mosquito

A comunidade acadêmica da Estácio também entrou pra valer na campanha de combate ao mosquito Aedes aegypti. Desde o dia 19 alunos e professores desenvolvem ações internas para eliminar possíveis focos. Nesta sexta, 26, o foco da campanha será de conscientização. Já no dia 9 de março, o trote solidário dos calouros vai extrapolar os muros das unidades da Estácio, levando informação e mudança de comportamento a locais públicos e sinais de trânsito.

Carlos Damião

Trancando a cidade

Essa cena se repete todos os dias, sempre nos horários de saída de um colégio particular, na Rua Bocaiúva. Para pegar seus filhos, os pais precisam entrar no Largo São Sebastião, passar pela frente da igreja e parar na lateral da escola. O que pareceria uma solução de bom senso – porque evitaria tranqueiras na Bocaiúva -, na verdade virou isso aí: o mais completo desrespeito com quem pretende seguir adiante e não tem nada a ver com a bagunça provocada por alguns motoristas. As filas acabam chegando ao Beiramar Shopping.

Divulgação

Homenagem

A CDL de Florianópolis foi uma das entidades homenageadas na Assembleia Legislativa, na sessão solene comemorativa aos 250 anos da Procissão do Senhor dos Passos. A entidade participa todos os anos da organização para que o ato religioso mais tradicional de Santa Catarina tenha a qualidade esperada pelos fiéis. Na foto: Osmar Silveira, diretor e representante da CDL de Florianópolis, e Ronaldo Koerich, coordenador geral da procissão.

Loading...