Cinegrafista que agrediu refugiados na Hungria pode pegar cinco anos de prisão

Petra Lazlo, que teria ligações com a extrema-direita no país, aparece em vídeo derrubando idoso com criança e chutando menina nas pernas

Reprodução

Cinegrafista foi demitida após vídeo circular nas redes sociais

Um vídeo chocante ganhou destaque nas redes sociais desde terça-feira (8) e trouxe à tona mais uma vez a grave situação dos refugiados sírios e a intolerância de países da Europa. Nas imagens, uma cinegrafista do canal húngaro N1TV aparece agredindo famílias que tentavam atravessar a fronteira da Hungria com a Sérvia. Pouco tempo depois, a emissora anunciou a demissão da profissional, identificada como Petra Lazlo – ela ainda poderá ser condenada a cinco anos de prisão pela agressão. As informações são do R7.

Quando o vídeo foi gravado, na terça, Petra trabalhava para o canal N1TV na cobertura dos enfrentamentos entre refugiados e a polícia, na cidade húngara de Roszke. No primeiro momento, ela aparece colocando o pé na frente de um idoso, que acabou caindo com a criança que levava no colo. Na sequência, ela é flagrada chutando as pernas uma menina de aproximadamente 10 anos.

Ligação com a extrema-direita

Ainda na terça-feira foram divulgadas informações de que a cinegrafista possui ligações com o partido de extrema-direita Jobbik, fundado em 2003 e que atualmente é a terceira maior legenda no Parlamento Húngaro. De acordo com o Portal Imprensa, o próprio canal N1TV também é próximo ao partido.

A postura intolerante, no entanto, não se restringe ao Jobbik. O premiê húngaro, Viktor Orban, tem sido alvo de críticas pelo discurso inflamado contra a entrada de imigrantes estrangeiros e por ordenar a construção de uma cerca ao longo da fronteira com a Sérvia, para tentar conter o fluxo de imigrantes e refugiados que tentam atravessar a Hungria para chegar à Áustria e Alemanha.

Orban é líder do Fidesz, partido de tendência nacionalista e conservadora. Recentemente, ele criticou os planos da União Europeia de criar cotas de recebimento de refugiados para países do bloco, e disse estar defendendo “interesses cristãos contra o fluxo de muçulmanos chegando à Europa”.

De acordo com o R7, uma recente enquete mostrou que 46% dos húngaros são contra a entrada de imigrantes no país, um índice que triplicou em 20 anos.

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