Com auxílio do Estado, 12 catarinenses são “recrutados” da Nova Zelândia

Atualizado

Um grupo composto por 12 catarinense conseguiu, finalmente, deixar a Nova Zelândia, na Oceania, do outro lado do mundo. Com auxílio do governo de Estado de Santa Catarina, a turma, que vinha enfrentando respectivas dificuldades para sair do distante país, enfrentou 35 horas até a chegada em solo catarinense, no sábado (27).

Catarinenses, recolhidos na Nova Zelândia, vibraram ao passar a divisa com o Paraná – Foto: Governo de SC/divulgação

Depois de três anos morando na Nova Zelândia, o casal Cristian Oliveira e Caroline Rocha, além do filho Heitor, conseguiram voltar até a casa que deixaram no município de Itajaí. Esse retorno, inclusive, é encarado como um recomeço para a família.

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“A gente estava inseguro e preocupado, quando surgiu a oportunidade de voltar, não pensamos duas vezes”, contou o carpinteiro que atuava na construção civil. A família queria continuar morando na Nova Zelândia, mas a pandemia mudou os planos, Cristian perdeu o emprego e a situação financeira começou a ficar difícil.

Já o casal Marli Kelbert Silva e Cesar Moacir Silva, que estavam há cinco meses no País, também foram repatriados nesse grupo. A dupla tinha ido para conhecer a neta e ajudar a filha com o bebê recém-nascido, há cinco meses.

“Fomos com data marcada para voltar, aí veio o coronavírus e mudou tudo. Não tínhamos nenhuma previsão de retorno e isso nos deixava angustiados. Tínhamos onde ficar lá, mas preocupados com as coisas aqui. Queríamos estar em casa”, declarou o comerciante aposentado de Jaraguá do Sul.

Além de Itajaí e Jaraguá do Sul, catarinenses de Florianópolis, Imbituba, Tubarão, São Joaquim e Caçador também conseguiram retornar às suas casas.

Assim que foi confirmada a vinda dos catarinenses, o Governo do Estado, por meio da Secretaria Executiva de Assuntos Internacionais (SAI), estudou cada um dos casos e quais necessidades precisariam ser atendidas para o retorno com segurança até o destino final.

Um dos desafios eram as restrições do transporte coletivo interestadual e, para isso, a SAI contou com o apoio da Casa Militar do Governo de Santa Catarina. A gestora de Relações Internacionais da pasta, Júlia Baranova, lembra que desde meados do mês de março foi criado um plantão de atendimento para catarinenses que estão em outros países e, que por conta da pandemia, encontram dificuldades em voltar para casa.

Viagem com 35 horas de duração

O Governo do Estado enviou um micro-ônibus do Corpo de Bombeiros Militar e outros dois veículos de apoio para buscar os catarinenses em São Paulo. Da Nova Zelândia até Santa Catarina foram pelo menos 35 horas de viagem. Eles vieram em um voo de repatriação que saiu da cidade de Auckland, na Nova Zelândia, até Santiago, no Chile. Para chegar ao Brasil, o grupo pegou outro voo até Guarulhos, em São Paulo.

Por volta das 6h30 deste sábado, os veículos trazendo os catarinenses cruzaram a última divisa para Santa Catarina, pelo município de Garuva, no Norte.

Na divisa entre Paraná e Santa Catarina, mesmo com a chuva fraca, o momento foi de comemoração. Todos desceram do micro-ônibus e agradeceram por estar novamente em solo catarinense.

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