Com cobertura vacinal em 74%, SC registra terceira morte de macaco por febre amarela

A Dive-SC (Diretoria de Vigilância Epidemiológica de Santa Catarina) confirmou na sexta-feira (5) a terceira morte de macaco por febre amarela no Estado. O animal morreu no dia 31 de maio, em Indaial, no Vale do Itajaí, mas a morte foi confirmada apenas nessa sexta-feira, após exames.

Macaco encontrado morto em Morro da Fumaça – Arquivo/Gabriela Recco/Morro da Fumaça Notícias/Arquivo

Após a confirmação, a Dive-SC, por meio da bióloga Renata Gatti, reforçou que os macacos não transmitem a doença.

“Eles são vítimas da doença e sinalizam a circulação do vírus na região. Por isso, ao encontrar um macaco doente ou morto, a SMS (Secretaria Municipal de Saúde) deve ser comunicada imediatamente” disse a bióloga.

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A orientação, de acordo com o programa de Vigilância da Febre Amarela, é de abrir um raio de 300 metros para a realização de busca ativa de pessoas não vacinadas contra a doença e outras evidências de morte de macacos no entorno. A vacinação casa a casa em Indaial teve início nesse final de semana.

Vacinação

A febre amarela é uma doença grave, transmitida por mosquitos em áreas de matas e urbana. A única forma de se proteger é através da vacinação. A população dentro do público-alvo são todos os moradores de Santa Catarina, com mais de 9 meses de idade e que ainda não foram vacinados.

O ideal, segundo a Dive/SC, é vacinar 95% da população dentro do público-alvo. Até o momento, 74% da população foi vacinada em Santa Catarina e 55,75% em Indaial, local onde ocorreu o último caso de contaminação.

Febre amarela em Santa Catarina

No dia 28 de março de 2019, Santa Catarina já havia confirmado o primeiro caso de febre amarela autóctone (contraída dentro do estado) em humano, com morte. O paciente era um homem, de 36 anos, que não havia se vacinado. Ele morava em Joinville, no Norte do Estado.

Ao todo foram notificados 51 casos humanos suspeitos de febre amarela no Estado. Deste total, 48 foram descartados (21 pelo critério laboratorial e 27 pelo critério clínico-epidemiológico), um deles foi confirmado em Joinville, e levou a vítima a morte e dois deles ainda permanecem em investigação.

Casos de febre amarela notificados em humanos em Santa Catarina – SINAN NET

Já entre macacos, foram notificados a 246 casos de suspeita de febre amarela. Deste total apenas três casos foram confirmados: as duas primeiras confirmações vieram do Norte de Santa Catarina. A primeira morte de macaco confirmada por febre amarela foi no município de Garuva, no mês de abril, e a segunda em Joinville, no mês de junho. A terceira e última, até o momento, aconteceu nessa sexta-feira em Indaial. Desse total de casos notificados, 56 ainda permanecem em investigação.

O que é a febre amarela?

É uma doença infecciosa febril aguda, que pode levar à morte em cerca de uma semana se não for tratada rapidamente. Os mosquitos dos gêneros Haemagogus e Sabethes transmitem o vírus, e os macacos são os principais hospedeiros; nessa situação, os casos humanos ocorrem quando uma pessoa não vacinada adentra uma área silvestre e é picada por um mosquito contaminado. No ciclo urbano, o vírus é transmitido ao homem pelos mosquitos Aedes aegypti. O Brasil não registra febre amarela urbana desde 1942.

Sintomas da febre amarela

  • Início súbito de febre
  • Calafrios
  • Dor de cabeça intensa
  • Dores nas costas e no corpo
  • Náuseas e vômitos
  • Fraqueza e cansaço
  • Dor abdominal
  • Ictericía (pela amarelada)

Saúde