Com quase 140 dias, estiagem é a pior da Grande Florianópolis

Atualizado

A estiagem que atinge a região da Grande Florianópolis chega ao seu 136º dia nesta sexta-feira (10). A estiagem se prolonga por quatro meses e meio, e em alguns momentos o volume de chuva está abaixo de 60% do habitual para o período.

Segundo a Casan (Companhia Catarinense de Águas e Saneamento) desde 28 de maio não se registra uma quantidade de chuva capaz de encharcar o solo e recarregar os mananciais da região.

Essa é a estiagem registrada que mais castiga os rios que abastecem a Grande Florianópolis. A situação se refere tanto ao tempo de duração quanto a intensidade.

O rio Pilões está 55% abaixo de seu volume habitua – Foto: Casan/Divulgação/ND

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Ainda segundo a Casan, a captação de água bruta no Rio Vargem do Braço estava, até a manhã da última quinta-feira (10), 55% abaixo de seu volume habitual. O rio Pilões, como é conhecido, é o principal manancial da Grande Florianópolis.

Monitoramento constante

A Companhia afirma que vem conseguindo manter o abastecimento sob controle, com monitoramento online e permanente em mais de 200 pontos do Sistema Integrado.

Este sistema controla as captações, estações de tratamento, motobombas, estações de recalque, reservatórios e registros de rede. De acordo com a companhia, estiagem prolongada afetou cerca de 10% dos consumidores.

Os prejudicados estão localizados em áreas mais altas e afastadas da rede de distribuição. Para evitar o desabastecimento doméstico, a Casan orienta que os usuários do serviço adquiram reservatórios de água.

A chuva de 12mm registrada no último domingo  (6) colaborou para que a semana tenha se iniciado estabilizada. Entretanto, as altas temperaturas e o alto consumo provocaram nova intermitência no Sistema na quinta-feira (10), afetando 10 bairros da Região Metropolitana.

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