Comandante-geral da PMSC diz que nenhum policial deve ser previamente condenado

Atualizado

Na manhã deste sábado (25), em entrevista à NDTV, o comandante geral da PMSC, coronel Araújo Gomes, explicou a posição da corporação em relação ao caso dos dois soldados suspeitos de participar no esquema criminoso desarticulado pelo Ministério Público de Santa Catarina. Os PMs não passaram nos testes psicotécnico e de saúde para o ingresso na corporação.

Comandante geral da PMSC, Coronel Araújo Gomes, comentou sobre o caso de policias investigados – Foto: Felippe Lelles/ND

Cinco policiais foram presos no dia 15 de janeiro em ação que investiga furto de dinheiro e drogas em operações, ocultação de provas, repasse de informações falsas e venda de produtos apreendidos.

Entre os acusados, estão os policiais Alexandre Silva Ventura que é réu no processo, e Daniel Coimbra Fantauzzi, que ainda não foi denunciado na ação.

Policiais investigados não passaram nos testes de ingresso na corporação

O caso de envolvimento dos PMs no esquema criminoso investigado pelo MP, chamou a atenção para outro fato ocorrido na época do processo de ingresso de ambos na corporação, pois foram considerados inaptos e só conseguiram entrar na PM por meio de ações judiciais.

Em entrevista à reportagem da NDTV, o coronel Araújo Gomes, comandante geral da PMSC, comentou a respeito do caso:

“Todo policial militar é submetido, em regra, a um conjunto rigoroso de controles e instrumentos para regular o seu comportamento operacional e profissional. Respeitamos o posicionamento do judiciário nesses casos. Quando discordamos, usamos os meios no devido processo legal para ir em busca daquilo que é a percepção de justiça da corporação”, disse Araújo Gomes.

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Coronel destaca que nenhum PM deve ser previamente condenado

Diante da repercussão do caso, o coronel Araújo Gomes diz que a condenação dos policiais, caso comprovada a participação em ilicitudes, será respeitada e realizada pelos meios legais:

“Não há de se falar em condenação ou repúdio a qualquer policial antes que ele seja efetivamente condenado. Temos certeza que os encaminhamentos jurídicos serão os melhores para proteger a corporação e a sociedade. A maioria dos policiais com quem eu trabalho se sente feliz quando maus policiais são punidos. E ainda, se sentem seguros quando percebem que a corporação trata a todos com justiça, igualdade e respeito”.

Araújo Gomes ainda destaca que a investigação partiu da própria Polícia Militar, através da Corregedoria, responsável pelos processos internos de controle em casos de desvios e denúncias:

“É ela que garante que aqueles que sejam culpados, tenham punição. E que a isenção para aqueles que são inocentes ou falsamente acusados tenha legitimidade e credibilidade, o que deve sempre existir na defesa dos bons policiais”, disse.

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