Comcap sugere guardar recicláveis durante quarentena, em Florianópolis 

Atualizado

A Comcap (Autarquia de Melhoramentos da Capital) orienta os moradores de Florianópolis a separar os recicláveis e armazenar nos seus domicílios, enquanto tiverem espaço. O material deve estar limpo e ser amassado, para reduzir volume e conseguir armazenar por mais tempo.

Coleta seletiva está temporariamente suspensa em Florianópolis – Foto: Comcap/Divulgação/ND

Isso porque desde a última quinta-feira (19), a autarquia suspendeu a coleta seletiva de materiais recicláveis na Capital, por questão de segurança sanitária, durante a quarentena imposta pelo avanço da covid-19. Todos os galpões de triagem estão fechados, bem como a indústria da reciclagem. 

Os recicláveis coletados são doados para 11 associações de triadores da Grande Florianópolis, totalizando cerca de 12 mil toneladas ao ano. A interrupção dessa coleta é uma medida excepcional e temporária, mas ainda não há data estabelecida para a retomada.

Já a coleta convencional está mantida. Conforme a empresa, tudo que o usuário coloca no dia e horário de coleta está sendo levado e segue para o aterro sanitário. 

Descartar só o necessário

A empresa faz um apelo à população para que descarte o estritamente necessário. Os resíduos devem ser colocados em sacos resistentes e bem fechados e o uso de contentores é obrigatório em condomínios, comércio e serviços. O lixo pesado não deve ser colocado neste momento. Essas ações ajudam a diminuir o tempo que o gari permanece nas ruas, garantindo também a sua segurança.

Segundo o presidente da Comcap, Marcio Alves, a coleta do lixo comum foi de 296 toneladas na terça-feira da semana passada (17), contra 290 nesta terça (24), uma redução de 2%. “Mas o comportamento é diferente. Como os restaurantes e comércios estão fechados, não estão produzindo lixo, mas as residências aumentaram a produção”, aponta.

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Um dos motivos é que as pessoas estão mais tempo em casa e fazem mais comida. Por isso, a empresa deve observar a demanda nos próximos dias, antes de adotar um novo modelo de trabalho. “Precisaremos calibrar o sistema e mudar roteiros, porque alguns locais que produziam mais reduziram, enquanto outros estão aumentando, mas pedimos que as pessoas reduzam ao máximo a produção de lixo”, afirma.

Com 1.700 funcionários, a empresa está operando com cerca de 800 trabalhadores. Muitos estão afastados por vulnerabilidade,outros por férias, licenças ou atestado médico. “O número é suficiente, mas se a situação exigir, poderemos cancelar férias e licenças ou contratar temporários,já que o concurso para o verão está na validade”.

Sanitização em pontos-chave

Desde 13 de março,a Comcap adotou a higienização da cidade, fazendo um serviço de desinfecção de ruas com uma solução de água (de reuso) e hipoclorito de sódio. “Fizemos uma primeira experiência no carnaval e o resultado foi muito bom. Quando começou a pandemia, implantamos o serviço com um hidrojato, agora temos três”, afirma Alves.

Higienização de ruas e frentes de locais de grande circulação começou em 13 de março – Foto: Comcap/Divulgação/ND

O serviço é feito durante o dia e repetido à noite, priorizando locais de  maior fluxo de pessoas e de probabilidade de contaminação, como frentes de hospitais, farmácias, postos de saúde e supermercados.  

Novos equipamentos devem chegar essa semana para ampliar a área de atuação. “Amanhã [quarta] chegam novos equipamentos de desinfecção. São 10 bombas costais para pulverizar a solução em regiões e estabelecimentos específicos, atomizador mecânico que pulveriza a solução até 16 metros, além de máscaras, luvas e botas especiais”, cita.

Alves explica ainda que os garis não estão usando máscaras por recomendação da Vigilância Sanitária. “Como eles lidam com o lixo e usam luvas o ato de levar as mãos ao rosto para ajeitar a máscara e o suor podem favorecer a contaminação, por isso não é recomendado o uso durante a coleta”.

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