Comissão considera que não há provas contundentes contra vereador Maikon Costa

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Após reunião na tarde desta segunda-feira (17), a comissão processante da Câmara de Vereadores de Florianópolis considerou que não há provas concretas contra o vereador Maikon Costa (PSDB). Ele é acusado por um ex-assessor de cobrar repasses de dinheiro. A decisão pelo arquivamento da denúncia ocorreu com dois votos favoráveis e um contrário.

Maikon Costa espera que caso seja solucionado o mais rápido possível – Flávio Tin/N

De acordo com o relator do processo, vereador Fabrício Correa (PSB), favorável ao arquivamento, a comissão se debruçou sobre o assunto durante três semanas e, em seu entendimento, as provas são infundadas. Correa fez questão de destacar que não tem “amizade ou afinidade” com o acusado, e que agiu com ética e transparência.

“Porém, o assunto não termina aqui. Até a semana que vem o plenário volta a analisar o caso e pode decidir dar prosseguimento à investigação. Além disso, Ministério Público, Polícia Civil e IGP também devem analisar as provas apresentadas contra o vereador”, disse o parlamentar.

Seu colega de partido, Gabriel Meurer, que preside a comissão processante, afirma que também votou pelo arquivamento por considerar que “não havia provas contundentes de eventuais ilegalidades”. O vereador disse que o áudio apresentado como prova foi editado e recortado, sendo apresentado apenas uma parte de quatro minutos, de um total de mais de 40 minutos de gravação, o que ele considera uma manipulação da prova.

Único voto contrário, o parlamentar Rafael Daux (MDB) afirmou que o resultado da votação foi uma surpresa, já que a denúncia foi aceita por unanimidade pelo plenário. “Porque apenas três pessoas deveriam decidir pelo arquivamento? Concordo que as provas são fracas, mas nem o acusado [no caso de provada a inocência] nem a Casa perderiam nada se a investigação fosse adiante. Perdemos a oportunidade de demonstrar transparência, já que somos como um júri popular eleito pelo povo”, defendeu.

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O que diz o acusado

O vereador que é alvo da investigação disse que o relator analisou os fatos apresentados pela sua defesa e concluiu que não há provas. “Também foi constatada a alteração do áudio, que foi recortado, editado e manipulado”, afirmou Maikon Costa (PSDB).

Quanto à investigação pelo Ministério Público, o parlamentar disse que abriu mão de seu sigilo bancário e telefônico e espera que o caso seja solucionado o mais rápido possível.

Palavra final

A decisão ainda pode ser revertida pelo plenário da Câmara, que deve apreciar o assunto até a semana que vem e dar a palavra final sobre a continuidade ou não da investigação pelo legislativo.

Por unanimidade, a Câmara aceitou a abertura de um processo disciplinar para apurar as denúncias feitas contra o vereador Maikon Costa (PSDB), no dia 27 de maio. Ele é acusado pelo ex-assessor Rafael Coelho de ficar com parte do salário e também pedir repasse da suplente Noemi Leal. Na ocasião, 22 parlamentares votaram a favor da denúncia e só não votou o vereador Renato Geske (PL). A denúncia também é investigada pelo Ministério Público estadual.

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