Como agir em casos de acidentes com animais peçonhentos

Atualizado

O verão é a estação mais quente do ano e uma das mais chuvosas. Por isso, o número de acidentes com animais peçonhentos aumenta, tanto em áreas urbanas quanto rurais. Assim, é importante saber o que fazer caso aconteça algum incidente.

Animais peçonhentos podem causar muitos acidentes domésticos nesta época do ano – Foto: Ministério da Saúde/Divulgação/ND

“A maioria dos acidentes com animais peçonhentos é registrada no verão, porque é neste período que existe um aumento da realização de atividades ao ar livre, como ir à praia e fazer trilhas”, explica Alexandra Pereira, médica veterinária da Gerência de Vigilância de Zoonoses da DIVE/SC (Diretoria de Vigilância Epidemiológica de Santa Catarina).

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O que fazer

Em caso de acidentes, as orientações são de manter a vítima calma e deitada; tentar manter a área afetada no mesmo nível do coração ou, se possível, abaixo dele e evitar que a vítima se movimente para não favorecer a absorção do veneno. Além disso, localize a marca da mordedura e limpe o local com água e sabão, cobrindo com um pano limpo.

Remova da pessoa todos os acessórios (anéis, pulseiras e outros objetos que possam apertar a circulação) em caso de inchaço do membro afetado. Então, Leve a vítima imediatamente ao serviço de saúde mais próximo, para receber o tratamento necessário e, se possível, leve o animal para que seja identificado e para que a vítima receba o soro antiveneno específico.

No caso de picadas ou mordeduras, a vítima deve procurar atendimento médico no serviço de saúde mais próximo nas primeiras horas após a ocorrência. A referência para atendimento de acidentes por animais peçonhentos no estado é o Centro de Informação e Assistência Toxicológica de Santa Catarina (CIATox/SC), com funcionamento 24 horas pelo telefone 0800 643 5252.

O que não deve ser feito

Não se deve fazer torniquete no local, pois isso impede a circulação do sangue e pode causar gangrena ou necrose local. Além disso, não se deve cortar o local da ferida, para fazer ‘sangria’ nem aplicar folhas, pó de café ou terra sobre a ferida, pois pode provocar infecção.

Como evitar os acidentes

  • Utilizar equipamentos de proteção individual (EPIs) no manuseio de materiais de construção, lenhas, móveis, em atividades rurais, limpeza de jardins, quintais e terrenos, etc.;
  • Observar com atenção os locais de trabalho e de passagem;
  • Não colocar as mãos em tocas, buracos e espaços entre lenhas e pedras (utilizar ferramenta);
  • Evitar aproximação de vegetação rasteira ao amanhecer e ao anoitecer (período de maior atividade de serpentes);
  • Não mexer em colmeias e vespeiros (chamar órgão responsável);
  • Inspecionar antes do uso roupas, calçados, roupas de cama e banho, panos e tapetes; afastar camas das paredes;
  • Não depositar lixo, entulho e materiais de construção junto às habitações;
  • Evitar que plantas e folhagens se encostem nas casas;
  • Fazer controle de roedores (servem de alimento para serpentes);
  • Evitar acampar em áreas onde há roedores e serpentes;
  • Não fazer piquenique às margens de rios, lagos e lagoas, e não se encostar em barrancos durante pescarias;
  • Limpar regularmente e com EPIs móveis, cortinas, quadros, paredes e terrenos baldios;
  • Vedar frestas, buracos, portas, janelas e ralos;
  • Manter limpos jardins, quintais, paióis e celeiros;
  • Combater insetos (especialmente baratas que servem de alimento para escorpiões e aranhas);
  • Preservar predadores naturais dos animais peçonhentos.

As orientações são da DIVE/SC, da Secretaria de Estado da Saúde.

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