Compartilhar amor ao invés de guerra

Tenho poucas palavras para falar de algum tema onde o cronista, poeta das pequenas coisas, mergulha. Poderia falar do passo da formiga, do traço da lesma, do bordado do enxoval, da desmenina e a maquiagem, mas pensei pensei e achei melhor falar de uma coisa grande, e que todo mundo gosta: O amor! Quanto falado, malhado, dissecado, esculhambado, estereotipado, popularizado, filosofado e tudo, mas eu ainda persisto, porque o amor é a melhor arma junto à poesia, à liberdade e à educação, para lutar contra esse diabo de ruindade que viraliza na internet…

Entre minhas postagens, recebi uma outra, como forma de comentário, que singela, sorvi junto à cerveja numa noite dessas. Assim li o escrito: “Amor sequencial Já amou? Eu achei que já, que não… A descoberta na puberdade, o desconhecido na adolescência, labaredas na juventude, inusitado talvez. Já achei que amei, quando senti falta de uma brincadeira. Achei que amei, quando sofri por uma paixão. Já achei que amei, quando me senti culpado pelo impulso. Quando tive certeza que amei, te conheci, Logo percebi que ainda não havia amado, então surgiram conflitos, que logo foram intervertidos. Ah, O Amor, assim, com letra maiúscula. Chegou e me surpreendeu com alianças.  Minhas próprias fraquezas deixaram-me ver ante o Amor ainda não acontecido. Ele apareceu então quando saímos para passear com nossos filhos; nossos e do mundo! E o amor precisou de um empurrãozinho novamente quando percebi que ainda não havia amado. Veio o casamento e junto um amor fortalecido com as perdas. Vi você descendo as escadas falando meu nome, pensei: Agora sim o Amor! E dessa forma, vivendo de amores redescobertos, não pretendo descobri-lo totalmente para que eu permaneça nesta expectativa em saber se este é o verdadeiro Amor, porque com você, a cada dia, o Amor tem uma cara e um jeitinho novo e só nosso, e assim, não cansarei de reprocurá-lo todos os dias em nós.”

Essa mensagem foi postado pelo senhor Paulo Sergio Colzani em seu endereço virtual. Foi direcionada a sua esposa, e no meio de tantos temas que eu queria falar, resolvi compartilhar seu texto, o seu olhar, proliferando assim uma reflexão sobre o que viemos compartilhando. Dentro de nossos aparelhos eletrônicos quanta bobagem! Quanta tristeza! A mazela alheia é vista como espetáculo! O palavrão virou qualificação, o texto longo abolido, a homenagem prestada a alguém agradecida com um Curti, que substitui o obrigado nesse tempo de velocidade. Por isso a carta.

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