Comunidade reivindica e praça da Lagoa passará por nova reformulação

Obras feitas no segundo semestre do ano passado foram criticadas pelos moradores e Floram vai elaborar projeto com mudanças

Eduardo Valente/ND

Espaço passou por reforma no segundo semestre de 2015, mas comunidade pede mudanças

Reformada no segundo semestre do ano passado, a praça Bento Silvério será reformulada novamente. Pelo menos é o que esperam moradores e comerciantes da Lagoa da Conceição, que elencaram a obra como um dos temas da reunião com o prefeito César Souza Junior na semana passada. O novo projeto será elaborado por técnicos do Departamento de Praças e Arborização Pública da Floram (Fundação Municipal do Meio Ambiente).

“Já foram três projetos desde 2014, mas nenhum deles foi concluído. Até agora, só tivemos dinheiro jogado fora”, desabafa o funcionário público Alésio dos Santos Passos, 65, que resume o sentimento coletivo de moradores tradicionais do bairro diante da falta de estrutura da praça Bento Silvério, sede da antiga freguesia.

Sem bancos ou equipamentos de lazer, as únicas sombras da praça remetem a duas árvores mantidas no meio da enorme quadra de concreto, pés de jambolão e eucalipto. São espécies invasoras que trazem mais transtornos do que benefícios à praça e que, de acordo com resolução do Consema/SC (Conselho Estadual do Meio Ambiente em santa Catarina), devem ser dizimadas das florestas e áreas públicas do Estado. “Só fazem sujeira”, emenda Passos, um dos fundadores da Amola (Associação dos Moradores da Lagoa), que defende o plantio de espécies nativas, preferencialmente as frutíferas. “Crianças e adultos precisam de conforto, a praça precisa atrair as pessoas de bem da comunidade, precisa ser local de convívio e de manifestações culturais”, diz.

A praça da Lagoa faz parte do Centro Cultural Bento Silvério. Inaugurado em 1912, são duas edificações – a antiga estação rádio-telegráfica e a casa de máquinas, que funcionaram até 1914. Com arquitetura, típica do período pós-revolução industrial, é o único exemplar deste tipo na Ilha.

O conjunto arquitetônico, que leva o nome em homenagem ao jornalista nascido na comunidade, foi tombado como patrimônio histórico e arquitetônico do município em 1985, sendo reformado em seguida e adaptado para funcionar como delegacia da Polícia Civil – a 10a DP, com carceragem. Lá é mantido posto da Fundação Franklin Cascaes, com cursos e oficinas culturais.

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