Confirmado botulismo nos patos que morreram no lago Pedra Branca, em Palhoça

Atualizado

Foi confirmada nesta terça-feira (28), pela prefeitura de Palhoça, a presença da bactéria Clostridium botulinum nos patos que morreram no Lago Pedra Branca. O laudo conclusivo é do Laboratório São Camilo, do Paraná, que apontou resultado positivo para botulismo após coletar o material para exame patológico.

Patos e peixes morreram na lagoa do Pedra Branca – Anderson Coelho/ND

De acordo com a Defesa Civil do município, foram deliberadas medidas emergenciais no local, como a remoção dos animais sobreviventes para tratamento em quarentena e a instalação de aeradores para o aumento de oxigenação da água. Além disso, o lago permanece interditado, e a orientação é que evitem o contato com os animais (peixes e patos) e com a água do lago.

Devido à preocupação, está agendada uma reunião emergencial nesta semana com a Associação dos Moradores da Pedra Branca, prefeitura de Palhoça e demais órgãos responsáveis para tratar sobre as próximas ações.

Botulismo

Trata-se de uma doença de natureza tóxica, decorrente da ingestão de toxina botulínica que afeta aves de qualquer espécie, caracterizada por abatimento, paralisia e morte. O sinal clínico mais comum e evidente é a paralisia das pernas, asas, pálpebras e pescoço. As aves podem apresentar ainda sinais de fraqueza, falta de coordenação motora, penas eriçadas e diarreia com eliminação de uratos nas fezes.

A bactéria também pode ser encontrada no solo e em água não tratada. Essa bactéria produz esporos que sobrevivem até em ambientes com pouco oxigênio, como alimentos em conserva ou enlatados. Nesses ambientes, ela produz uma toxina que, mesmo se ingerida em pouquíssima quantidade, pode causar envenenamento grave.

Prefeitura de Palhoça interditou o lago – Anderson Coelho/ND

Lagoa de Biguaçu registrou mortes

Em janeiro deste ano, a Lagoa do Amilton, em Biguaçu, também registrou mortandade de peixes. Naquele caso, a causa das mortes foi a falta de oxigenação, acelerada pela proliferação de algas.

O calor também contribuiu para as mortes. De acordo com o químico Jocenil Soares, da empresa responsável pela solução do problema, a temperatura normal é 22° centigrados e em alguns pontos mais rasos da Lagoa do Amilton, a temperatura chegou a 37,5°. “Os peixes que integram este ecossistema são peixes tropicais e não suportam este aquecimento”, destacou na época.

Outro fator que dificultou a oxigenação na época foi o baixo nível do rio Caveiras. A Lagoa do Amilton é abastecida através de uma tubulação que faz sua ligação com o rio fazendo a água entrar e sair.

Para resolver o problema, foram instalados novos bicos injetores e dois aeradores cachoeira, equipamento constituído por um rotor horizontal montado sobre flutuador e que produz intensa correnteza, a fim de elevar a incorporação de oxigênio na água.

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