No Dia Nacional dos Bombeiros, conheça a história dos Voluntários de Joinville

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Dia 2 de julho é o Dia do Bombeiro Brasileiro. Ao longo dos anos e de sua existência, esse agente está entre os mais respeitados da nação. Em Santa Catarina, mais especificamente em Joinville, há um grupo muito especial de bombeiros. Contamos aqui um pouco de sua história e curiosidades. Conheça a história do Corpo de Bombeiros Voluntários de Joinville.

Com o compromisso de proteger e garantir a segurança dos moradores de Joinville, há 127 anos um grupo de pessoas criou uma instituição voltada para o atendimento da população de forma rápida e eficiente. Foi assim que nasceu o Corpo de Bombeiros Voluntários de Joinville, a primeira instituição do tipo no Brasil e a segunda corporação de bombeiros nacional.

A primeira vez que os bombeiros voluntários aturam no município foi em 1895, durante um incêndio em uma casa de madeira. Para informar os voluntários sobre as ocorrências, a corporação usava naquela época um sino que emitia um sinal reproduzido por cornetas, que eram colocadas estrategicamente em casas conhecidas como Ponto de Anúncio de Incêndio.

Fachada da sede do Corpo de Bombeiros Voluntários de Joinville – Fonte: Divulgação.

Hoje, mais de 120 anos depois, o grupo atende uma média de 7 mil ocorrências anualmente, sendo que 63% são atendimentos derivados de acidentes de trânsito.

Segundo o comandante do Corpo de Bombeiros Voluntários de Joinville, Carlos Antonio Kelm, os incêndios que antes eram o principal foco das ocorrências diminuíram gradativamente nos últimos anos, principalmente pelas ações preventivas que vêm sendo realizadas no município.

“Isso se pode creditar à implantação, nos últimos anos, das medidas preventivas contra incêndio exigidas por lei, em conjunto com as atividades de vistoria e fiscalização dessas medidas, levadas a cabo pelo Centro de Atividades Técnicas (CAT) da nossa corporação”, explica.

Registro de uma das primeiras ocorrências da corporação – Fonte: Divulgação.

Curiosidades

Uma das principais curiosidades do Corpo de Bombeiros Voluntários de Joinville é a forma como as ocorrências eram documentadas no século passado.

Até o ano de 1938, todas os registros eram escritos em alemão, língua nativa dos primeiros fundadores. Toda essa documentação foi recuperada e traduzida em um livro, que traz as informações do trabalho dos bombeiros durante aquela época.

Livro reuniu documentos dos primeiros anos de atuação dos bombeiros na região.

Com o passar dos anos e o aumento nas ocorrências, a corporação aprimorou sua estrutura e hoje conta com oito sedes espalhadas pelo município, com uma central de emergência unificada.

De acordo com o comandante, a descentralização ajudou para o rápido e ágil atendimento das ocorrências.

“A partir do centenário, em 1992, a corporação recebeu novo impulso, implantando-se a descentralização em unidades localizadas nos bairros, num processo que levou mais de 10 anos. Isso com certeza ajudou a melhorar a qualidade dos atendimentos na região”, conta.

Um dos carros usados pelos bombeiros no século passado. – Fonte: Divulgação.

Acervo com mais de três mil peças

A instituição ainda tem anexado à sua sede o Museu Nacional dos Bombeiros Voluntário, um espaço que reúne um acervo de mais de três mil peças, entre documentos, fotografias, equipamentos e acessórios.

Inaugurado durante o centenário da instituição, o museu surgiu com a proposta de registrar o trabalho voluntário dos bombeiros no Brasil. O horário para visitação é de terça a domingo, das 9h às 17h30.

Desde aquela época, todas as pessoas que fazem parte da corporação atuam de forma voluntária. Ao todo, cerca de 1.700 pessoas atuam na instituição entre voluntários, efetivos, bombeiros mirins, administrativos e brigadistas.

Mesmo com o grande número de voluntários, a instituição segue recrutando novos membros a cada ano.

“Existem várias formas de ingressar ao quadro de voluntários da corporação, através dos cursos de formação que realizamos aqui mesmo na nossa sede, o que não falta é gente querendo ajudar” conta o comandante Carlos Antonio Kelm.

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