Conheça as cachoeiras que são uma ótima opção para curtir o verão no Norte Catarinense

O passeio em meio à natureza é garantia de diversão para turistas e moradores

As altas temperaturas que fazem os termômetros do Norte catarinense ultrapassarem a marca dos 30 graus são um convite para se refrescar. Nesta hora, estar próximo ao litoral com praias limpas e encantadoras pode ser uma boa opção, mas se você cansou da água salgada, areia quente, badalação e trânsito no caminho de ida e de volta, um programa legal é conferir os rios e cachoeiras da região. Na Vila da Glória, bairro do distrito do Saí, em São Francisco do Sul, duas cachoeiras com águas límpidas e cristalinas atraem muitos turistas que buscam sossego com um toque de aventura em meio à natureza. 

Fabricio Porto/ND

Em São Francisco do Sul, duas opções de cachoeiras são as preferidas dos turistas e moradores

Chegar nas cachoeiras Serrinha e Casarão não é muito difícil. Para quem sai de Joinville, a melhor opção é cruzar a Baía Babitonga no ferry boat da Vigorelli. Outro caminho é ir até São Francisco do Sul e utilizar a balsa para cruzar a baía ou então seguir pela BR-101 até Garuva e seguir em direção a Itapoá, pela rodovia de acesso ao porto. A equipe de reportagem do Notícias do Dia escolheu a primeira opção.

Depois de passarmos pelo ferry boat seguimos pela avenida Lindolfo Freitas Ledoux em direção ao Centro. Placas mostram a direção da Cachoeira Casarão. São aproximadamente 12,5 quilômetros até uma placa indicativa mostrar que precisamos virar à esquerda na rua Eduardo Ledoux. Mais cinco quilômetros de estrada de terra e chegamos ao primeiro destino: a Cachoeira Serrinha. O local pertence à prefeitura, o acesso é gratuito. Mas as trilhas que ligam a estrada à cascata são sinuosas e difíceis. A cachoeira Serrinha tem cerca de dois metros de altura e fica sob o rio Cachoeira.

Seguindo a estrada adiante, por mais alguns quilômetros uma placa vai orientar a virar à esquerda novamente, para chegar à maior cascata da região: a Cachoeira Casarão. A cascata fica em uma propriedade particular, e o visitante é recebido por um imponente casarão do século 18. Para ir à cachoeira é preciso pagar R$ 10 por pessoa. No local há banheiros, lanchonete, estacionamento e churrasqueiras.

Após pagar a taxa, que é revertida para manutenção e limpeza da propriedade, você gira a roleta e embarca em uma trilha. O caminho em meio à mata nativa tem cerca de 500 metros e não é do mais difíceis, mas exige atenção. Há degraus e corrimão de madeira para ajudar nos pontos mais sinuosos. A caminhada é recompensante quando você se depara com as quedas d’água e piscinas naturais do rio Saí-Mirim.

São pelo menos três quedas. A maior, com 18 metros, fica um pouco mais acima da trilha. As outras duas ficam na sequência. Entre uma e outra há uma série de piscinas naturais, ideal para as crianças brincarem. Há áreas mais rasas, com cerca de 30 cm de água, e outras mais profundas, com pouco mais de um metro. Um visual incrível e refrescante para a mente e para o corpo.

Veja mais fotos das cachoeiras

Famílias de Curitiba aproveitam cachoeira

No fim de semana encontramos duas famílias de Curitiba (PR) que resolveram explorar a região. O mecânico Anderson Caldera dos Santos, 35, levou a companheira Mara, 34, e o filho João Vitor, de 4 anos, para conhecer o local. Eles foram a convite do casal de amigos Stevens Fabri, 34, e Silvia Fagundi, 34, que também são da capital paranaense e têm casa de veraneio no Distrito do Saí. “Estou impressionado com o local. A Vila da Glória em si já é encantadora. A cachoeira é muito bonita, local limpo, agradável. Gostei bastante. Vamos voltar, com certeza”, declarou.

História centenária

A propriedade onde está a maior cachoeira da região pertence à família Bachneyer, que há gerações vem cuidando e preservando o local. Andrê Bachneyer, 56 anos, nasceu no casarão construído por seus avós em 1901. “Eles eram marceneiros e vieram da Alemanha depois que um incêndio destruiu seus empreendimentos. No Brasil aportaram em São Francisco do Sul. Ali investiram os recursos que tinham, mas não se adaptaram. Então o ganharam do prefeito estas terras aqui na Vila da Glória. Eles se apaixonam pela cachoeira e pelo local. Então eles ergueram este casarão, feito à mão com barro, pedra, madeira e óleo de baleia”, explica André, orgulhoso da história do local.

O casarão tem três andares. No piso superior há três quartos e uma sala. No térreo são outros três quartos, sala, cozinha e banheiros. Há ainda um porão, tudo erguido em cima de uma rocha. A família Bachneyer guarda a tradição e ainda vive no casarão. “Moro aqui com minha mãe, meus irmão e sobrinho. A família é grande. Uma pena que ainda não conseguimos fazer a reforma que a estrutura precisa. Mas aos pouquinhos vamos restaurando e arrumando a casa que vem atravessando séculos”, finaliza. O acesso ao casarão não é disponibilizado aos visitantes.

Serviço: Cachoeira Casarão
O quê: Cachoeira Casarão
Onde: Vila da Glória, São Francisco do Sul
Quando: diariamente
Quanto: R$ 10
Como chegar: Saindo de Joinville, pegar o ferry boat, na Vigorelli, e cruzar a baía Babitonga. Siga no ao centro da Vila da Glória. Antes de chegar, placas indicam o trajeto
O que levar: bastante disposição, protetor solar e repelente são indispensáveis. Um tênis para entrar na água e andar em meio às pedras ajuda bastante
Quando fazer: Dias de sol e calor são os ideais, porque a água que desce a montanha é gelada, refrescante

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