Cooperbarco ameaça parar transporte marítimo na Lagoa da Conceição e Costa da Lagoa

Alexandro Albornoz/ND

População atendida não quer a redução de horários dos barcos

Barqueiros  e Prefeitura de Florianópolis enfrentam um impasse, que coloca em risco o transporte marítimo na Costa da Lagoa e Lagoa da Conceição, na capital catarinense. Na reunião que ocorreu nesta terça-feira (16), nada foi definido. A  Cooperbarco (Cooperativa dos Barqueiros Autônomos da Costa da Lagoa) pede um subsídio de R$ 28 mil mensais cos contrário pode parar o serviço. A prefeitura diz que o serviço antes de mais nada, precisa ser legalizado.  

 “Ou se faz um contrato emergêncial ou se faz uma licitação”, destaca o vice-prefeito João Batista, que lembra a necessidade de se buscar um respaldo legal. Nos próximos dias, ele  deve se reunir com o procurador da prefeitura para avaliar a situação.

O presidente da cooperativa, Volnei Valdir de Andrade, frisa que há anos os associados pedem um apoio financeiro a prefeitura. “Temos gastos mensais com combustível, estudantes que pagam metade e idosos que não pagam”, disse. De acordo com Andrade, a cooperativa tem 28 barcos que fazem 30 horários por dia, na Costa da Lagoa e Lagoa da Conceição.  “A Associação de Moradores da Costa da Lagoa estava presente na reunião e não aceitou que os horários sejam reduzidos”, acrescenta. “Se até a próxima terça-feira, dia 23, não nos apresentarem uma proposta concreta, vamos parar o serviço”, enfatiza.

“Não avançamos, estamos na mesa de negociações. Se eles pararem o serviço, teremos que buscar uma solução na Justiça”, declara o vice-prefeito João Batista Nunes. 

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