Coronavírus: Centros da Epagri produzem máscaras de proteção

Atualizado

Os 13 centros de treinamento da Epagri (Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina) espalhados por Santa Catarina estão em uma ação conjunta para produção de máscaras.

O material, num primeiro momento, será usado pelos funcionários da empresa no retorno aos trabalhos. A produção excedente será doada para hospitais, asilos e outras instituições que necessitem. As informações são da Secom (Secretária de Comunicação) do governo de Santa Catarina.

Jane Raupp trabalha desde 23 de março em sua máquina de costura Fotos: Divulgação / Epagri- Foto: Secom/Divulgação/ND

Conforme a Epagri, a produção também conta os trabalhos voluntários de vários funcionários na confecção de equipamentos de proteção. Eles cumprem, assim, suas cargas horárias de home office.

Ana Luiza Damaso Rocha, extensionista social e chefe do Centro de Treinamento da Epagri em Canoinhas, é a coordenadora da ação em todo o Estado. Ela conta que a articulação entre as unidades começou na quarta-feira (1º).

Leia também:

Produção

Cada centro definiu a melhor logística para o próprio caso. A recomendação geral é de que as máscaras sejam produzidas nas casas dos funcionários da Epagri que permanecem em home office. Em muitos casos, eles executam a tarefa com auxílio de seus familiares, que atuam como voluntários.

Para viabilizar a produção, os centros de treinamento distribuem os insumos (tecido, TNT, elásticos, etc) nas casas dos profissionais que estão na linha de produção.

Ana Luiza conta que cada unidade da Epagri está encontrando soluções para compra dos materiais necessários, já que o comércio está fechado. Em muitos casos, é feito contato direto com os proprietários das lojas para aquisição de tecido, linha e outros insumos.

Em Canoinhas, 30 pessoas estavam envolvidas na produção e cerca de 400 máscaras foram feita até a última segunda-feira (6).

Agronômica

O Cetrag (Centro de Treinamento da Epagri em Agronômica) foi o pioneiro nessa ação. A confecção de máscaras teve início já no dia 2 de abril. A ação é liderada pela chefe do Cetrag, Ivonete Weber, que conta com apoio de outras sete cozinheiras e camareiras da unidade para cortar e costurar as máscaras.

Até a segunda-feira (6), a equipe havia produzido 660 máscaras de TNT. Elas já foram esterilizadas pela secretaria de saúde local, que ficou com algumas.

Florianópolis

O Cetre (Centro de Treinamento da Epagri em Florianópolis) mobilizou extensionistas e profissionais da área administrativa, num total de 12 pessoas, que, entre sexta (3) e segunda-feira (6), havia produzido 133 máscaras em algodão duplo, de vários formatos.

A gestora da unidade, Claudesia Teresinha Furlan, avisa que o grupo permanece aberto para receber outros colegas da Epagri que saibam costurar ou se disponham a cortar o tecido a partir de moldes.

Furlan conta que a produção atende à demanda da Epagri na região, mas também já recebeu solicitação da segurança pública.

Itajaí

No CETREI (Centro de Treinamento da Epagri em Itajaí) o diferencial foi a forma de aquisição do material, feita com dinheiro doado pelos funcionários da empresa. A unidade reuniu um grupo de 11 pessoas, que já produziu 65 máscaras em tecido, de uma meta de 500, a serem distribuídas para funcionários da Epagri que atuam na região.

Joinville

No Cetreville (Centro de Treinamento da Epagri em Joinville) a meta é chegar ao dia 8 de abril com duas máscaras de tecido para cada funcionário da região. A unidade envolveu oito funcionários e a associação local da entidade.

Funcionários da Epagri na região Norte do Estado também estão produzindo máscaras para a rede feminina de combate ao câncer.

Além disso, foram confeccionadas 50 máscaras e seis amigos de berço para um abrigo de crianças local. O Cetreville também está participando da campanha “1 máscara por 1kg de alimento”, que arrecada comida para os sem teto.

Voluntários pelo Estado

Em Ipira os trabalhos são com poucas voluntárias, para evitar aglomeração

Em várias partes do Estado, outros profissionais da Epagri direcionaram, por iniciativa própria e com anuência de seus superiores, sua atuação em home office para confecção de máscaras.

É o caso dos extensionista rurais João Antônio Montibeller Furtado e Silva e Graziela Tavares, que atuam em Leoberto Legal e Alfredo Wagner, respectivamente. Eles estão produzindo máscaras 100% algodão, das quais 30 serão utilizadas por suas famílias, 10 irão para os colegas dos escritórios da Epagri e 60 serão distribuídas para pessoas em vulnerabilidade social e secretarias da saúde locais.

Claudesia Teresinha Furlan coordena a ação do Centro de Treinamento da Capital – Foto: Secom/Divulgação/ND

Em Turvo, a Jane Salvaro Raupp, que é auxiliar administrativa da Epagri, trabalha desde o dia 23 de março na sua máquina de costura para fazer máscaras a pedido da prefeitura local. Na terça-feira, 7, ela direcionou sua produção de máscaras de algodão para os colegas da Epagri e de TNT para agricultores.

No Meio Oeste, os municípios Alto Bela Vista, Ipira, Peritiba e Piratuba se reuniram para produzir equipamentos de proteção individual para os profissionais da saúde. A extensionista social da Epagri em Ipira, Mari Lucia Lissa Dal Prá, é uma das coordenadoras da ação.

Até a segunda-feira, 200 máscaras e 20 jalecos foram produzidos.

Mais conteúdo sobre

Saúde