Coronavírus: Governo de SC avalia abertura de comércio e serviços

Atualizado

O governo do Estado de Santa Catarina estuda a autorização de funcionamento de novos setores do comércio e de serviços, em meio à
pandemia de Covid-19. Embora não tenha detalhado quais seriam esses segmentos, o núcleo econômico avalia diariamente os cenários de acordo com a evolução do número de casos da doença e a ocupação de leitos ambulatoriais e de UTI em Santa Catarina.

Lojas comerciais continuam fechadas durante a quarentena – Foto: Anderson Coelho/ND

Essa conduta segue as orientações do Ministério da Saúde e da Organização Mundial da Saúde, que embasam a tomada de decisão. Em entrevista coletiva no final da tarde desta quarta-feira (8), o governador Carlos Moisés disse que o comércio quer voltar a trabalhar e já se dispôs a aceitar as imposições de distanciamento feitas pelo governo.

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No entanto, o Estado continua pedindo para as pessoas que puderem, ficarem em casa. Para os municípios, a orientação é de que os prefeitos podem adotar normas mais restritivas, mas não podem flexibilizar as restrições impostas pelo Estado, via decretos e portarias.

A Polícia Militar de Santa Catarina publicou uma lista das atividades
permitidas no Estado.

Veja o que pode funcionar:

  • Agropecuárias – com número reduzido de funcionários.
  • Agências bancárias, correspondentes bancários, lotéricas e cooperativas de crédito – poderão abrir (por prazo indeterminado) e só em caso de necessidade presencial.
  • Call Center – abertos, com equipe mínima.
  • Clínicas médicas, consultórios e serviços de diagnóstico por imagens – abertas para serviços essenciais, com algumas restrições.
  • Construção Civil – todas as obras, inclusive as prestadas por profissionais liberais e autônomos, mas devem seguir uma série de regras.
  • Conveniência em posto de combustível – funcionam, mas o consumo deve ser feito fora do estabelecimento.
  • Correios – abertos, mas evitando aglomeração.
  • Corretor de imóveis – liberados, com atendimento individual e por agendamento; o estabelecimento deve ficar de portas fechadas.
  • Delivery (todas as áreas) – abertos.
  • Feiras livres – a venda de alimentos é atividade essencial, portanto podem abrir, mas devem evitar aglomeração.
  • Igrejas – abrem, mas não podem realizar culto ou reunião de pessoas.
  • Indústrias – podem manter a operação desde que reduzam ao menos 50% do
    número de trabalhadores por turno de trabalho. As exceções são agroindústrias, indústrias de alimentos e de insumos de saúde.
  • Laboratórios – abertos, por necessidade do sistema de saúde.
  • Oficinas mecânicas e serviços relacionados à reparação automotiva, venda e revenda, despachantes já podem funcionar, obedecendo ao que determina a Portaria 230.
  • Óticas e laboratórios óticos, serviços de assistência e prótese odontológica.
  • Profissionais liberais e autônomos – com algumas restrições.
  • Táxis e motoristas de aplicativos.

Continuam proibidos:

  • Bloqueio de ruas e rodovias
  • Eventos e reuniões, públicos ou privados
  • Escolas públicas e privadas
  • Hotéis – não podem receber novos hóspedes
  • Lojas comerciais
  • Transporte urbano coletivo
  • Praias.

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