CPI que investigará relação entre Comcap e prefeitura tem primeira reunião nesta terça

"Temos fatos que comprovam improbidade administrativa", disse líder sindical do Sintrasen

Está marcada para as 15h desta terça-feira (23) a primeira reunião da Comissão Parlamentar de Inquérito que vai investigar a relação entre a Prefeitura de Florianópolis e a Comcap (Companhia de Melhoramentos da Capital). No encontro, os vereadores deverão escolher presidente e relator. A indicação dos membros foi feita pelos líderes dos partidos. Farão parte da comissão os vereadores Marcos Aurélio Espíndola, o Badeko (PSD), Tiago Silva (PDT), Celso Sandrini (PMDB), Roberto Katumi (PSB), Dalmo Meneses (PP), Jerônimo Alves (PRB) e Ricardo Camargo (PR).

Édio Hélio Ramos/CMF/ND

“É uma CPI que vai investigar a prefeitura”, disse o vereador Alfrânio Boppré

A escolha dos membros da CPI da Comcap foi acompanhada por funcionários da Comcap e pelo diretor do Sintrasem (Sindicato dos Trabalhadores no Serviço Público Municipal), Márcio Nascimento.

A indicação do nome de Ricardo Camargo chegou a ser questionada pelos demais membros, principalmente pelo fato de Ricardo ter ocupado a presidência da companhia na atual gestão e ter deixado o posto após denúncias de superfaturamento em contratos da empresa. O caso também é investigado pelo TCE (Tribunal de Contas do Estado).

Tiago Silva manifestou interesse em ocupar a relatoria da comissão e cobrou a participação dos parlamentares escolhidos para a comissão. “Espero que os vereadores compareçam, pois na CPI com sete membros se tem mais dificuldade para conseguir quórum, que é de no mínimo quatro”, declarou.

Alfrânio Boppré (Psol) reforçou o objeto da CPI, que deverá investigar problemas surgidos com o déficit orçamentário provocado pelo não repasse de verbas. “A CPI vai investigar o porquê de a prefeitura ter negado repasses da dotação orçamentária. É uma CPI que vai investigar a prefeitura”, disse.

“Temos fatos que comprovam improbidade administrativa, acho que o sindicato tem muito a colaborar com esta comissão para resolver os problemas da Comcap. Já vamos para o terceiro mês sem o depósito do Imposto de Renda e sem o repasse da mensalidade da associação dos funcionários. Dinheiro que o poder público recolhe e não repassa”, afirmou Marcio Nascimento.

O não cumprimento das dotações orçamentárias nos últimos quatro anos, segundo o Sindicato e vereadores, tem comprometido as contas da empresa, que tem tido dificuldades de cumprir com a folha de pagamento e os custos operacionais.

O orçamento de 2016 prevê um repasse de R$ 159 milhões, no entanto, a expectativa é de que sejam repassados apenas R$ 120 milhões. No ano passado, o déficit foi de R$ 44 milhões.

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