Crematório de Joinville deve começar a operar em 30 dias, estima empresa administradora

Para a abertura do serviço falta apenas a Licença Ambiental de Operação, emitida pela Fatma

Trinta dias. Esse é o tempo que falta para que o crematório comece a operar em Joinville. A estimativa é de Edilson Lanzoni, gerente administrativo do Sistema Prever, empresa responsável pelo serviço. Após três anos de trâmite judicial, decisão publicada pela 2ª Vara da Fazenda Pública no último dia 11 julgou improcedente o pedido feito em ação popular contra o funcionamento do serviço e derrubou a liminar que impedia o início da operação.

De acordo com Lanzoni, falta apenas a LAO (Licença Ambiental de Operação), emitida pela Fatma (Fundação do Meio Ambiente) para que o crematório possa operar. “Eles farão uma vistoria geral e, com ela, nós poderemos abrir. A gente acredita que em 30 dias deve sair a licença”, avalia.

A estrutura, finalizada ainda em 2014, deve abrigar, a princípio, três funcionários – operador de forno, secretária e gerente comercial – e há possibilidade de ampliação. “Por causa do processo acabamos não investindo tanto, mas a ideia é ampliar, fazer um auditório maior”, conta Lanzoni.

O espaço conta com uma sala de atendimento à família e espaço para a despedida antes de o corpo ser encaminhado para a cremação. Há também uma câmara fria onde serão colocados os corpos que aguardam liberação em caso de necessidade de ordem judicial antes da cremação como, por exemplo, quando a pessoa morre em um acidente de trânsito.

De acordo com Lanzoni, cerca de 15 corpos são levados mensalmente para fora de Joinville por famílias que buscam a cremação. “A nossa cultura ainda não é ligada à cremação. As pessoas acham que é muito caro, não sabem como funciona”, comenta. O serviço deve custar entre R$ 3 mil e R$ 3.500 na cidade.

Edilson mostra o forno que pode atingir até 1000°C - Fabricio Porto/ND
Edilson mostra o forno que pode atingir até 1000°C – Fabricio Porto/ND

Como funciona

Quando liberado, o corpo, junto ao caixão, vai para um forno de fabricação americana que pode atingir até 1.000°C. Antes de ser colocado no equipamento, as partes metálicas do caixão são retiradas pelo funcionário. O processo de cremação leva de duas a três horas, dependendo de cada corpo e do aquecimento do forno – se estiver aquecido há mais tempo, o processo é mais rápido. Depois, as cinzas são levadas a um triturador que transforma em pó os pedaços de ossos que restam após a cremação. Segundo Lanzoni, cerca de um quilo de cinza é o que resta após o procedimento e o destino do material é escolhido pela família.

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