Cresce número de diagnósticos de HIV em Chapecó 

Atualizado

Apesar do HIV não ter cura, os avanços na área da saúde possibilitam o portador conviver com a doença. No entanto, isso não é motivo para não se prevenir. Em Santa Catarina, os números de casos preocupam. 

Segundo dados da DIVE/SC (Diretoria de Vigilância Epidemiológica), entre os anos de 2007 e 2018, Santa Catarina registrou 14.232 novos casos de infecção por HIV. 

A taxa de detecção era de 4,9 casos por 100 mil habitantes, em 2007 e passou para 39 casos por 100 mil habitantes, em 2018, o que demonstra a ampliação do diagnóstico no estado.

Chapecó – Foto: Willian Ricardo/ND

O primeiro diagnóstico da doença em Santa Catarina foi registrado em 1984, em Chapecó, quando o vírus ainda representava uma sentença de morte.

Em 2018, 954 pessoas viviam com o vírus em Chapecó. Em um ano, o número cresceu para 1.102 casos (aumento de 13,4%), especialmente em mulheres. O aumento não representa, necessariamente, que mais pessoas tenham sido contagiadas pelo HIV neste período, mas que realizaram o teste e descobriram a sorologia. 

O município de Chapecó e outras 36 cidades da região possuem 2.630 casos diagnosticados. 

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Teste 

Segundo a diretora da DIVE/SC, Maria Tereza Agostini, o uso de testes rápidos disponíveis em todos os municípios de Santa Catarina, tem contribuído muito com a expansão dos diagnósticos. 

No primeiro semestre de 2019 foram distribuídos 1,1 milhão de teste em SC. Em 2018 foram 2,1 milhões no ano. 

Os testes rápidos são realizados nas unidades de saúde, sem a necessidade de estrutura laboratorial, com a coleta de uma gota de sangue da ponta do dedo ou através da saliva. O resultado sai em, no máximo, 30 minutos.

“A Aids é uma realidade e um caminho sem volta, pois é uma doença sem cura e quem contraiu vai conviver com ela pro resto da vida”, disse o presidente do Gapa Chapecó, Dirceu Hermes. 

Assim pega:

  • Sexo vaginal sem camisinha;
  • Sexo anal sem camisinha;
  • Sexo oral sem camisinha;
  • Uso de seringa por mais de uma pessoa;
  • Transfusão de sangue contaminado;
  • Da mãe infectada para seu filho durante a gravidez, no parto e na amamentação;
  • Instrumentos que furam ou cortam não esterilizados.

Assim não pega:

  • Sexo desde que se use corretamente a camisinha;
  • Masturbação a dois;
  • Beijo no rosto ou na boca;
  • Suor e lágrima;
  • Picada de inseto;
  • Aperto de mão ou abraço;
  • Sabonete/toalha/lençóis;
  • Talheres/copos;
  • Assento de ônibus;
  • Piscina;
  • Banheiro;
  • Doação de sangue;
  • Pelo ar.

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