Crime em Alfredo Wagner chocou até mesmo policial responsável pelo caso

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Lidar com a morte não é fácil independentemente de quanto tempo se conviva com ela. Essa certeza foi confirmada, mais uma vez, pelo agente de polícia Vanderlei Kanopf na sexta-feira (9) quando encontrou o corpo do menino Matheus, de oito anos de idade juntamente com os pais, em Alfredo Wagner. “Foi impressionante ver, pela vidraça, a criança ensaguentada, golpeada na cabeça”, contou.

Casa em área rural de Alfredo Wagner onde o crime aconteceu – Anderson Coelho/ND

“A gente que é pai sente muito, mas temos que recuperar as forças e seguir com o trabalho. A sensação é muito estranha. O profissionalismo tem que estar acima de tudo para podermos desenvolver uma boa investigação. Foi formada uma força-tarefa para conseguirmos o resultado obtido”, comentou o policial civil.

Para Kanopf, o triplo homicídio está elucidado. Quando foi preso pelos policiais em Bom Retiro, Arno Cabral Filho confessou ter matado os pais de Matheus, Carlos Alberto Tuneu, 67, e Loraci Mathes, 51. “Mostramos a foto do menino assassinado e então ele desabou, contou o que tinha feito. Não sabemos porque na frente do juiz ele ficou em silêncio”, completou, referindo-se à audiência de custódia, realizada no sábado pela manhã em que o homem não respondeu às perguntas.

Policial há 30 anos, Kanopf atua em Alfredo Wagner há cinco. Neste ano, houve dois homicídios no municípios, “todos solucionados”, e um latrocínio em junho praticado por um adolescente de 17 anos, vindo de Curitiba. “Todos os casos de homicídio registrados aqui desde minha assunção, em maio de 2014, houve condenação é prisão dos homicidas”, afirmou.

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