Damares admite que Funai pode ficar no ministério da Justiça

Atualizado

A ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, Damares Alves declarou que ainda vai “brigar” para que a Fundação Nacional do Índio (Funai) fique sob o guarda-chuva da pasta, mas admitiu que o órgão poderá ficar no Ministério da Justiça e Segurança Pública, conforme aprovado pela comissão da reforma ministerial no Congresso.

“Ou com papai Moro ou com mamãe Damares, os índios serão protegidos no Brasil”, declarou Damares – Wilson Dias/Agência Brasil

“Ou com papai Moro ou com mamãe Damares, os índios serão protegidos no Brasil”, declarou Damares, após um evento de lançamento da versão atualizada do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

Na quarta-feira, 8, a ministra havia sido mais enfática na defesa de a Funai continuar no organograma da pasta administrada por ela.

“A Funai vai ficar com a mamãe Damares, e não com o papai Moro”, afirmou, na ocasião. Desta vez, ela declarou que, em um ministério ou outro, a política do governo para o setor vai continuar.

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“Ainda vou continuar brigando até o último minuto, lá no plenário, conversando com os parlamentares, convencendo que é melhor ficar comigo. Ainda vou brigar muito por isso”, disse hoje.

“Mas, assim, não importa onde o órgão estiver. A política que o presidente da República quer para os índios no Brasil, essa questão de acolher o índio como um todo, vai acontecer. A Funai, estando lá no MJ ou estando aqui comigo, ou com papai Moro ou com mamãe, os índios serão protegidos no Brasil.”

Demarcação

Damares defendeu que a demarcação de terras indígenas continue com o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), no Ministério da Agricultura. Pelo relatório da medida provisória aprovada na comissão do Congresso, o órgão passaria para a Funai, sob o guarda-chuva do ministério de Sergio Moro.

“Eu sou a favor da demarcação de terras esteja onde estiver. Entendo que o Incra está sendo preparado para fazer melhor”, declarou.

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