Defesa quer desqualificar feminicídio em caso Gabriella Custódio

Atualizado

Os advogados de defesa de Leonardo Natan Chaves Martins trabalham para desqualificar a acusação de feminicídio no Tribunal de Júri. O anúncio foi feito durante uma coletiva de imprensa realizada na manhã desta segunda-feira (4), em Joinville, no Norte do Estado.

Defesa realizou coletiva de imprensa sobre o caso nesta segunda – Foto: Juan Todescatt/RICTV

Leonardo é acusado de matar com um tiro no peito a namorada Gabriella Custódio Silva. Ele foi denunciado pelo MPSC (Ministério Público de Santa Catarina) por homicídio doloso duplamente qualificado – surpresa e feminicídio.

De acordo com os advogados Jonathan Moreira dos Santos, Deise Kohler e Pedro Wellington Alves, o objetivo é que o caso seja considerado como um homicídio culposo – quando não há intenção de matar. Segundo eles, o processo não conta com provas que justificam a qualificadora de feminicídio.

“Eles viviam um relacionamento saudável e as brigas que eles tinham eram pontuais. Além disso, no momento do fato não houve brigas ou confusões que justificassem uma intenção homicida”, defende Deise.

Gabriella foi morta com um tiro no peito em Joinville – Foto: Redes Sociais

Questionados a respeito dos celulares da vítima e do réu, eles alegam que o pai de Leonardo teria destruído os aparelhos como forma de proteção. Um dos trechos do processo judicial que a reportagem da RICTV teve acesso com exclusividade, aponta que amigos de Leonardo teriam tentado “zerar” o celular de Gabriella dias após a morte da jovem.

Além de responder por fraude processual, Leosmar Martins, pai do réu, também é acusado por porte ilegal de arma – ele era dono da pistola usada no crime.

O caso será levado a júri popular segundo decisão do juiz Gustavo Aracheski. A defesa informou que não apresentará recurso com a justificativa de que possa haver um atraso no julgamento. Ainda não há data definida para o júri.

Relembre o caso

O crime ocorreu no dia 23 de julho, no Distrito de Pirabeiraba, em Joinville. Após o disparo, Leonardo colocou o corpo da jovem no porta-malas do carro e a levou até o Hospital Bethesda. Gabriella já chegou morta na unidade.

Após deixar a namorada em cima de uma maca, Leonardo fugiu para São Francisco do Sul e, no caminho, teria jogado a arma usada no crime no Canal do Linguado.

Em depoimento ele alegou que o disparo foi acidental e teria ocorrido enquanto mostrava a arma para a companheira. A perícia, porém, identificou que a pistola foi apontada na direção da vítima por conta do trajeto do projétil e da marca na parede. Gabriella estava na casa dos sogros quando foi atingida.

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