Delator de facção criminosa gaúcha é morto a tiros em Santa Catarina

Atualizado

Pelo menos três pessoas teriam participado do assassinato de Douglas Gonçalves Romano dos Santos, 23 anos, que ocorreu no último domingo (23) à noite, por volta das 21h, no bairro Pioneiros em Balneário Camboriú. Ele foi morto ao chegar em casa e desembarcar de uma corrida de aplicativo. Os assassinos atiraram 17 vezes, com pistola 9 milímetros. Ao menos quatro tiros foram na cabeça.

Douglas Gonçalves Romano dos Santos, 23 anos, levou ao menos quatro tiros na cabeça – Foto: PMSC/Divulgação

Natural do Rio Grande do Sul, Douglas participou do programa de proteção a testemunhas após delatar uma facção criminosa gaúcha a qual integrou há cerca de três anos. O delegado Ícaro Malveira, da Divisão de Investigações Criminais (DIC) de Balneário Camboriú, disse que a equipe de investigação já fez o mapeamento da câmeras de vigilância dos estabelecimentos comerciais e residenciais da área de abrangência do crime.

Segundo o delegado, menos de um mês antes, no dia 2 de fevereiro, Douglas havia sido alvo de uma tentativa de homicídio cometida por integrantes da facção que ele delatou. A tentativa teria ocorrido em uma balada funk, na cidade de Camboriú. Há indícios, conforme o delegado, que o crime deste domingo tenha sido cometido pelo mesmo grupo.

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Douglas possuía mais de 30 passagens por homicídio e em sua ficha constam outros crimes, como tráfico de droga, lavagem de dinheiro e organização criminosa. Com base nas informações fornecidas pelo delegado, há mais de 150 prisões preventivas e 60 processos abertos.

Delação resultou em operações de combate ao crime

De acordo com a polícia Douglas Gonçalves Romano dos Santos morava em Porto Alegre (RS) e pertencia à facção “Bala na Cara”.

Quando fez a delação, Douglas apontou mandantes e executores de homicídios, além de informar a existência de um cemitério clandestino, indicando pontos de armazenamento de drogas e bens que pertenciam à facção que ele trabalhou.

Estas informações resultaram em uma série de operações de combate ao crime, com mandados de busca e apreensão e mais de 150 prisões preventivas.

O delegado Eibert Moreira, diretor de Investigações do Departamento de Homicídios do RS, acompanha o andamento do caso.

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