Delegado confirma como pescadores foram asfixiados em São Francisco do Sul

Atualizado

Os pescadores encontrados mortos na última quarta-feira (13), na Baía da Babitonga foram asfixiados com fitas amarradas na cabeça. A informação foi confirmada pela Polícia Civil de São Francisco do Sul, nesta terça-feira (19).

Pescadores desapareceram no dia 8 de novembro na Baía do Babitonga – Foto: Divulgação/ND

Além disso, segundo o delegado Weydson Silva, o laudo do IML (Instituto Médico Legal) apontou que as vítimas não apresentavam nenhum sinal de violência no corpo. Na perícia, ainda consta que os pescadores não tinham água nos pulmões, o que confirma a hipótese de que eles foram mortos antes de serem jogados na água. 

Lúcio Alexandre Caetano dos Santos, Wilson Estêvão Suzena e Adilson Santos desapareceram no dia 8 de novembro, após saírem para pescar. Segundo familiares, o último contato com eles foi às 20h de sexta.

Os três estavam em uma embarcação de alumínio de cinco metros, pintada de preto. O barco foi encontrado no domingo sem o motor e os materiais de pesca, próximo à Ilha dos Herdeiros, também na Baía da Babitonga.

As vítimas só foram localizadas cinco dias depois, com os braços amarrados e amordaçados, boiando em pontos distintos da Baía. Além disso, um dos pescadores estava preso junto ao motor de uma embarcação.

Embarcação onde os pescadores estavam foi encontrada próxima a Ilha dos Herdeiros – Foto: Divulgação/ND

A Polícia Civil abriu um inquérito para apurar o caso. A suspeita é que os pescadores tenham sido executados, porém, segundo o delegado, não serão repassadas informações sobre a investigação para não atrapalhar o caso.

A Capitania dos Portos de São Francisco do Sul também está investigando o caso. Equipes vão apurar se as vítimas eram habilitadas para conduzir o barco e se sofreram algum tipo de colisão durante o fato.

Segundo o delegado, como se trata de uma embarcação de pequeno porte, o veículo não tinha acompanhamento por GPS que pudesse informar o trajeto realizado pelos pescadores no dia do desaparecimento. Por isso, a direção também será investigada pela polícia e a Marinha.

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