Deputada Ana Paula da Silva, criticada por traje utilizado na Alesc, defende uso do decote

Atualizado

O traje que a deputada estadual Ana Paula da Silva (PDT) vestiu na cerimônia de posse na Assembleia Legislativa de Santa Catarina dividiu opiniões e gerou polêmica nos últimos dias. O modelo, considerado ousado, resultou em críticas e ofensas na internet. Em entrevista ao Grupo RIC, a parlamentar defendeu o decote e explicou como reagiu aos comentários do público. 

Logo que ficou a par da polêmica, a deputada disse ter ficado chateada. “Eu sou uma pessoa muito fraterna e amorosa, e ainda que eu tenha uma grande resiliência para com as críticas, algumas foram além do limite”, afirmou. No entanto, Paulinha garantiu receber com humildade as críticas respeitosas. “As pessoas têm o direito de não gostar da forma como eu me visto, elas podem ter escolhas diversas à minha”, disse.

O problema, destacou a deputada, ocorre quando o tom dos comentários deixa de ser respeitoso. “Se você ler o convite da posse, te dá a opção de ir com um traje não tão formal. Então eu não descumpri o regimento interno da casa”, reforçou.

Deputada falou sobre o ocorrido/Foto: Fábio Queiroz/Agência AL/ND
Deputada falou sobre o ocorrido/Foto: Fábio Queiroz/Agência AL

“Durante muito tempo eu me permiti, pela conveniência social, assumir uma padrão de conduta que não me completava, que não me permitia ser que eu realmente sou”, explicou Paulinha. A deputada disse ainda que busca fazer um trabalho de representação para a construção de políticas para o Estado. “Eu não acho que deva mudar só porque sou deputada”, disse. “Não estou dizendo que vou trabalhar pelada, mas por que não pode ser tolerável um decote?”, questionou.

No entanto, Paulinha acredita que a repercussão trouxe um lado positivo: a abertura para a discussão acerca da mulher na política e de seu comportamento. “Até mesmo a discussão sobre o machismo exacerbado que o nosso Estado patrocina”, garantiu. “Veja que nós somos o quarto Estado do Brasil que mais maltrata e agride as suas mulheres”.

Nesta quarta-feira (6), em pronunciamento no plenário da Alesc, Paulinha disse que não será esse episódio que pautará seu mandato. “Gostaria de começar o ano falando sobre projetos, mas preciso falar sobre violência”, disse. “Temos que romper com esse ciclo terrível de violência que estamos submetidas. Essa não é uma pauta só das deputadas, mas de todos nós, homens e mulheres. Precisamos de uma sociedade mais fraterna, igual, independente de posições ideológicas”, afirmou ela.

Mais conteúdo sobre

Jornalismo

Nenhum conteúdo encontrado

Deputada Ana Paula da Silva, criticada por traje utilizado na Alesc, defende uso do decote

O traje que a deputada estadual Ana Paula da Silva (PDT) vestiu na cerimônia de posse na Assembleia Legislativa de Santa Catarina dividiu opiniões e gerou polêmica nos últimos dias. O modelo, considerado ousado, resultou em críticas e ofensas na internet. Em entrevista ao Grupo RIC, a parlamentar defendeu o decote e explicou como reagiu aos comentários do público.

Paulinha - Fábio Queiroz/Agência AL/ND
Paulinha – Fábio Queiroz/Agência AL/ND

Logo que ficou a par da polêmica, a deputada disse ter ficado chateada. “Eu sou uma pessoa muito fraterna e amorosa, e ainda que eu tenha uma grande resiliência para com as críticas, algumas foram além do limite”, afirmou. No entanto, Paulinha garantiu receber com humildade as críticas respeitosas. “As pessoas têm o direito de não gostar da forma como eu me visto, elas podem ter escolhas diversas à minha”, disse.

O problema, destacou a deputada, ocorre quando o tom dos comentários deixa de ser respeitoso. “Se você ler o convite da posse, te dá a opção de ir com um traje não tão formal. Então eu não descumpri o regimento interno da casa”, reforçou.

“Durante muito tempo eu me permiti, pela conveniência social, assumir uma padrão de conduta que não me completava, que não me permitia ser que eu realmente sou”, explicou Paulinha. A deputada disse ainda que busca fazer um trabalho de representação para a construção de políticas para o Estado. “Eu não acho que deva mudar só porque sou deputada”, disse. “Não estou dizendo que vou trabalhar pelada, mas por que não pode ser tolerável um decote?”, questionou.

No entanto, Paulinha acredita que a repercussão trouxe um lado positivo: a abertura para a discussão acerca da mulher na política e de seu comportamento. “Até mesmo a discussão sobre o machismo exacerbado que o nosso Estado patrocina”, garantiu. “Veja que nós somos o quarto Estado do Brasil que mais maltrata e agride as suas mulheres”.

Nesta quarta-feira (6), em pronunciamento no plenário da Alesc, Paulinha disse que não será esse episódio que pautará seu mandato. “Gostaria de começar o ano falando sobre projetos, mas preciso falar sobre violência”, disse. “Temos que romper com esse ciclo terrível de violência que estamos submetidas. Essa não é uma pauta só das deputadas, mas de todos nós, homens e mulheres. Precisamos de uma sociedade mais fraterna, igual, independente de posições ideológicas”, afirmou ela.

Paulinha - Luis Debiasi/Agência AL/ND
Paulinha – Luis Debiasi/Agência AL/ND

Política