Despoluição da Beira-Mar Norte entra em teste e alargamento de faixa de areia é confirmado

Exatamente às 9h55min desta quinta-feira (27), o prefeito de Florianópolis, Gean Loureiro (MDB), e o presidente da Casan (Companhia Catarinense de Águas e Saneamento), o advogado Adriano Zanotto, deram início à despoluição das águas da baía na Beira-Mar Norte, no Centro de Florianópolis. Foi a quarta e a última etapa de um projeto ambicioso que vai transformar os efluentes de esgotos clandestinos misturados à rede pluvial em água limpa, que depois de ser tratada e clarificada será lançada ao mar. Toda a sujeira fica depositada em um cilindro metálico com capacidade de 30 metros cúbicos. Após ser prensado, o lodo é transportado em caminhões tanques para o aterro sanitário, em Blumenau.

Acionamento da URA (Unidade de Recuperação Ambiental) está em teste - Marco Santiago/ND
Acionamento da URA (Unidade de Recuperação Ambiental) está em teste – Marco Santiago/ND

O presidente da Casan acredita que em 2019 a baía deverá estar própria para o banho. Para isso, o prefeito pretende fazer o engordamento da faixa de areia da charmosa Beira-Mar Norte. “Vamos preparar a ordem de serviço em janeiro para executar o projeto da orla, ampliando a faixa de areia. Estamos realizando um projeto semelhante de alargamento na Praia de Canasvieiras. Nossa intenção é estender o engordamento para outros balneários”, comentou Gean.

De acordo com o presidente da Casan, o acionamento da URA (Unidade de Recuperação Ambiental), que ocorreu nesta quinta-feira para a despoluição, está apenas em teste. Ele explicou que as 15 galerias pluviais com saída para a baía, numa extensão de 3,5 km, serão desviadas para caixas coletoras. Dali, elas são bombeadas para serem tratadas na URA. No teste, a capacidade de tratamento da água poluída foi de 30 litros por segundo. Mas quando a obra for concluída, provavelmente em março, a capacidade de tratamento será cinco vezes maior.

As medições de balneabilidade da Baía-Norte começaram a ser realizadas desde 1997 pela Casan, quando foi implantada a estação de tratamento insular, com o monitoramento da balneabilidade da Baía Norte a uma distância de 200 metros da orla. O diretor de operações da concessionária, o engenheiro Paulo Meller, explicou que o processo de despoluição é simples: “O projeto de balneabilidade da orla prevê o controle do fluxo das águas, e não apenas impede o contato das águas contaminadas das galerias pluviais com o mar de forma definitiva. Para isso, a obra conta com o funcionamento de válvulas em formato de bico de pato, que abrem quando houver uma forte chuva para que não ocorra um represamento das águas nas galerias e consequente inundação”.

O consórcio Fast/CFO, que venceu a licitação, se comprometeu em executar o projeto no valor de R$ 17 milhões. A obra vem sendo fiscalizada por técnicos da Casan. O engenheiro Pery Fornari Filho, que esteve na Califórnia (EUA) acompanhando o envio das primeiras 15 válvulas (ainda faltam vir 16 equipamentos), disse que elas são o coração do projeto. “São controladoras de fluxo que  farão com que as águas de drenagem fiquem retidas e bombeadas para o tratamento. Também evitarão a saída de água poluída, além de impedir que a água do mar entre no sistema”.

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