Desvio de recursos da saúde do município de Penha é calculado em R$ 2 milhões

Quinze pessoas, entre agentes políticos, médicos e empresários, foram presas nesta terça-feira (12) por desviar recursos da saúde do município de Penha, litoral Norte do Estado. A fraude é calculada em cerca de R$ 2 milhões. Os suspeitos foram capturados na Operação Satura, deflagrada pela Polícia Civil com apoio do Ministério Público, que investiga convênio entre o Instituto Adonhiran e a prefeitura. O instituto administrava o Hospital Nossa Senhora da Penha.

Polícia Civil cumpre mandados judiciais em operação em sete cidades de SC - Polícia Civil/Divulgação/ND
Polícia Civil cumpre mandados judiciais em operação em sete cidades de SC – Polícia Civil/Divulgação/ND

Segundo a polícia, o município repassava recursos para a Organização Social, que contratava empresas de conhecidos para falsificar notas fiscais de serviços nunca realizados. Além das prisões, foram cumpridos 32 mandados de busca e apreensão em Penha, Balneário Piçarras, Joinville, Garuva, Timbó, Balneário Camboriú, Itapema e Sinop (MT). Os agentes também sequestraram imóveis e seis veículos adquiridos com o dinheiro da fraude.

Segundo o delegado Marcus Fraile, da Diretoria Estadual de Investigações Criminais, as fraudes ocorreram entre 2011 e 2016. Os suspeitos são investigados pelos crimes de corrupção passiva, peculato, lavagem de dinheiro e organização criminosa. Em 2017, a prefeitura não renovou o convênio com o instituto. Hoje a gestão do hospital está sendo feita por um interventor.

A fraude funcionava da seguinte forma: a prefeitura mantinha convênio com a OS, porém muitos dos serviços não eram fornecidos. O instituto contratava supostos serviços com empresas que emitiam notas falsas, No final, o dinheiro retornava aos responsáveis pela Organização Social.

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