Detento do Presídio Regional de Joinville é internado com suspeita de meningite bacteriana

Atualizado

Um detento do Presídio Regional de Joinville passou mal na tarde desse domingo (8) e de acordo com a AAPSS/SC (Associação dos Agentes Penitenciários e Socioeducativos do Estado de Santa Catarina) foi diagnosticado com meningite bacteriana.

Presídio Regional de Joinville, onde o caso ocorreu – Fabrício Porto/ND/Arquivo

A AAPSS informou através de nota que o detento foi atendido pelo Samu e encaminhado para o hospital depois de passar mal e, após quatro horas de análises e exames constatou-se a doença.

A Dive-SC (Diretoria de Vigilância Epidemiológica de Santa Catarina), através de sua assessoria de imprensa, informou que a regional de saúde foi notificada da suspeita de meningite bacteriana e que a quimioprofilaxia já começou. A Dive, entretanto, não confirmou o caso de meningite bacteriana e nem qual a subtipagem, sendo necessário aguardar análises e exames.

As medidas de quimioprofilaxia consistem em todos que tiveram contato íntimo com o paciente recebem medicação. Presos da mesma cela até agentes prisionais e familiares.

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A nota da AAPSS ainda pede uma medida séria e efetiva do poder público, disponibilizando profissionais em tempo integral para as unidades prisionais e também reclama que os servidores do sistema prisional trabalham em unidades insalubres e que o sistema prisional catarinense está muito aquém do cumprimento integral da Lei de Execuções Penais.

A reportagem do ND+ entrou em contato com a SSP (Secretária de Segurança Pública) de Santa Catarina para verificar o posicionamento do poder público à respeito das críticas e exigências feitas pela AAPSS. A SSP respondeu através da assessoria que o assunto precisa ser tratado diretamente com a Secretaria de Administração Prisional e Sócio Educativa, e não com a SSP.

O DEAP (Departamento de Administração Prisional) informou através de nota que profissionais da área de saúde estão presentes em tempo integral nas unidades e que, em caso de necessidade, os gestores das unidades podem acionar os serviços governamentais para buscar atendimento médico. O fato de não ter equipes de plantão 24 horas não significa que os internos ou agentes não irão receber atendimento, diz a nota.

O texto do DEAP ainda informa que o detento diagnosticado com meningite bacteriana permanece internado em ala de isolamento e que na manhã desta segunda-feira (9), 16 detentos e seis agentes penitenciários – que tiveram contato próximo com o preso – receberam medicação preventiva e deverão tomar uma dose complementar na terça-feira (10). Nenhum outro caso suspeito foi detectado até o momento e a unidade está com as atividades normais.

Confira a íntegra da nota emitida pela AAPSS/SC:

AAPSS fez críticas e exigências ao poder público através de nota – AAPSS-SC/Divulgação/MD

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