Deter exige que empresa de ônibus Paulotur volte às atividades em até 24 horas

O Deter (Departamento de Transportes e Terminais) notificou na manhã desta segunda-feira (13) a empresa de transportes coletivos Paulotur e determinou que a concessionária volte a oferecer seus serviços aos passageiros do Sul de Palhoça e da cidade de Garopaba, em até 24 horas. Mais de 150 alunos da Escola Estadual Maria Cardoso da Veiga, no bairro Enseada de Brito, não foram para a escola em razão da greve dos funcionários da Paulotur que começou nesta segunda.

Rosane Lima/Arquivo/ND

Com a greve dos ônibus, a rotina dos moradores do Sul de Palhoça está afetada

Os moradores dos bairros Guarda do Embaú, Pinheira, Albardão, Sertão do Campo, Maciambu, Praia de Fora e Enseada de Brito que dependem do transporte coletivo para seus deslocamentos estão prejudicados desde o começo da greve dos cobradores e motoristas da Paulotur. “Se a empresa não obedecer, vamos passar o serviço para outra concessionária que faça aquele eixo”, assegurou o presidente do Deter, Fúlvio Brasil Rosar Neto. Ele lembrou ainda que o diretor da Paulotur, Juarez Nienköter esteve no Deter de onde saiu com a notificação para retorno imediato às atividades da empresa.

Problema nas escolas

Dos 240 alunos matriculados no período matutino, na da Escola Estadual Maria Cardoso da Veiga, menos de cem compareceram à aula nesta segunda. “Acreditamos que a situação se repita durante a tarde”, disse a assistente pedagógica Maria Noeli de Almeida, ao ressaltar que alguns professores também não conseguiram chegar ao local de trabalho e que as aulas serão mantidas mesmo com a greve dos trabalhadores do transporte coletivo. A estudante Andrielli da Cunha, 15, acompanha a situação da greve pelo celular. Ela e a irmã, Meri Helllen, 10, ficarão em casa até o fim da paralisação. “Meu pai vai cedo para o trabalho, de carro. Ninguém pode nos levar a escola”, lamenta a jovem.

A Prefeitura de Palhoça estuda medidas para normalizar a situação. Uma das possibilidades é que a empresa Jotur cubra a lacuna deixada pela Paulotur durante a greve de seus funcionários. A paralisação se dá, segundo o Sintraturb (Sindicato dos Trabalhadores do Transporte Urbano) por descumprimento de pontos acordados na CLT (Consolidação das Leis do Trabalho), tais como o pagamento do FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço), além de outros direitos, como o correto depósito do vale alimentação.

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