Dia Mundial do Doador de Sangue: Hemosc precisa de 450 bolsas por dia

Atualizado

Nesta sexta-feira (14) é celebrado o dia Mundial do Doador de Sangue. A data, que foi criada pela OMS (Organização Mundial de Saúde) em 2014, homenageia os doadores voluntários e promove a conscientização sobre a importância da doação de sangue.

Hemosc mantém estoque adequado nas sete unidades regionais do Estado – James Tavares/Secom

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No Brasil são feitas 3,4 milhões de doações de sangue por ano, de acordo com dados do Ministério da Saúde. Mesmo assim, o percentual de doadores na população é de 1,7%, número inferior aos 5% recomendados pela OMS.

A doação é realizada em até uma hora e acontece após uma triagem feita pela equipe dos hemocentros. Em média, uma bolsa de sangue pode salvar a vida de quatro adultos e de até 20 bebês.

Podem doar sangue pessoas entre 16 e 69 anos. O primeiro grupo deve estar acompanhado de um responsável legal no ato da doação.

O sangue doado é encaminhado para laboratórios, onde passa por exames de tipagem sanguínea e de verificação de doenças. Somente com o resultado negativo a bolsa coletada é encaminhada para hospitais onde será transfundida em outros pacientes.

Hemocentros de Santa Catarina têm estoques adequados

Por dia, são necessárias 450 bolsas de sangue para manter o estoque do Hemosc (Hemocentro de Santa Catarina) em quantidade suficiente para suprir a demanda estadual. Sete unidades regionais fazem a coleta de doações em Santa Catarina.

De acordo Camilla de Oliveira, funcionária do setor de captação de doadores do Hemosc, a baixa no estoque acontece principalmente durante o verão, mas no restante do ano o estoque se mantém.

“Na época das férias, com grande parte dos moradores viajando, há uma menor quantidade de doações. Mas, durante o ano o estoque é adequado”.

Uma maneira de captar doadores é sempre ter bolsas de sangue O- em estoque. Por ser doador universal, ele pode ser usado em situações de urgências e emergências. Além disso, o Hemosc distribui as doações entre suas unidades.

“O Hemosc atua em Hemorrede, assim, diariamente os estoques de hemocomponentes (hemácias, plasma e plaquetas) são analisados e se faz o remanejamento do local onde há bolsas para onde não se tem”, explica Camila.

Mesmo assim, há baixas esporádicas na disponibilidade de determinados grupos sanguíneos. Entre eles está o com fator RH negativo e as doações de plaquetas.

Doações de plaquetas têm menor frequência

Por ser um processo mais demorado, a doação de plaquetas ocorre em menor proporção se comparada à doação de sangue. São necessários 15 doadores diários para manter o estoque do Estado abastecido.

Quando não há o número suficiente, são fracionadas até oito doações para que uma bolsa tenha quantidade para suprir uma doação.

Componentes do sangue produzido na medula óssea, as plaquetas atuam na recuperação de vasos sanguíneos lesados, evitando sangramentos.

É necessário que o voluntário vá ao Hemosc fazer uma avaliação e o agendamento da data de doação. A principal demanda para doação de plaquetas é da tipagem AB e A+.

Utilizada no tratamento de câncer, as plaquetas podem ser doadas a cada 15 dias, pois não diminuem a quantidade de ferro do doador.

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