Diarista espera há quatro meses por consulta no Hospital São José, em Joinville

Vera Lúcia previa passar por nova cirurgia na perna, mas não conseguia consulta para marcar o procedimento

A diarista Vera Lúcia Lamaga Cleto, 48 anos, aguarda há quatro meses uma consulta com um ortopedista no Hospital Municipal São José. No dia 15 de março de 2013, ela foi submetida a uma cirurgia na unidade para reparar o fêmur fraturado após um atropelamento, na zona Sul de Joinville. A operação, no entanto, não foi bem sucedida. Os médicos colocaram uma haste de titânio na perna da paciente, dois pinos no quadril e três no joelho, mas o osso quebrado não calcificou. Agora, Vera precisa de um enxerto para preencher o espaço aberto no joelho e voltar andar sem dores.

Fabrício Porto/ND

Vera convive diariamente com as dores no joelho e aguarda nova cirurgia

A diarista já está na fila para realizar o procedimento, mas precisa de uma consulta com o especialista que ateste a emergência do seu caso. “Eu precisei pagar um médico particular, porque não consigo marcar consulta no São José há quatro meses. Ele me mostrou o raio-x, meu osso não colou. O médico disse que se não colou em dez meses, não vai mais colar” conta Vera. “Quero ir lá levar a radiografia para os médicos do São José verem que os pinos estão no meio do meu ligamento, e o osso separado”, afirma.

Mesmo sentido muitas dores na perna esquerda, ela continua trabalhando para sustentar a si e ao filho de dez anos. O menino, segundo ela, é seu porto seguro. Vera acredita que muitos dos patrões continuem a chamando apenas por consideração. “Eu estou trabalhando pouquinho, uma ou duas vezes na semana. É bastante complicado pegar o ônibus, minha perna dói muito. A dor que eu sinto é insuportável”, reclama.

A diarista diz que, quando pode, sua vizinha a leva de carro para trabalhar ou ir ao Centro. Financeiramente, ela tem recebido ajuda de pessoas próximas. Os três filhos mais velhos de Vera, que atualmente moram em outras cidades, quando podem, a ajudam. Mas ela ressalta que eles também têm suas próprias despesas para honrar. “Eu passei por quatro cesáreas e em nenhuma delas tive complicação ou senti dores como essas. Quero ficar boa, poder voltar a ser o que era antes e trabalhar. Não posso ficar assim”, avalia.

Consulta marcada para o próximo dia 31

 A reportagem do Notícias do Dia entrou em contato com a assessoria de imprensa da Prefeitura e o presidente do Hospital São José, Marcos Krelling, informou que a chefia do ambulatório faria contato com a paciente para agendar o dia e horário da consulta. “Eles me ligaram, tenho consulta marcada para o próximo dia 31”, adianta Vera.

Conforme o prontuário da diarista, ela deu entrada no hospital no dia 13 de março de 2013. Dois dias depois, foi submetida à cirurgia e ficou em observação até o dia 17 daquele mês, quando recebeu alta. Demais informações sobre o caso, de acordo com a assessoria de imprensa do hospital, devem ser repassadas pelo médico direto à paciente.

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