Diminui número de mortes no trânsito da capital catarinense

Atualizado

O comandante da Guarda Municipal de Florianópolis, Ivan Couto, avalia que a presença da guarda em diversos pontos da cidade foi essencial para essa queda no número de óbitos no transito -PMF/Divulgação/ND

O ano de 2019 terminou com redução de 33% no número de mortes no trânsito da cidade de Florianópolis em relação a 2018. De acordo com os dados da Rede Vida no Trânsito, no ano passado foram 37 mortes, 18 a menos que no ano anterior, quando 55 pessoas perderam a vida no trânsito da Capital.

Para o prefeito de Florianópolis, Gean Loureiro, a redução está diretamente ligada a uma maior fiscalização das polícias e Guarda Municipal, principalmente em relação a Lei Seca, e também uma melhor infraestrutura e sinalização viária. “É claro que não podemos comemorar, porque ainda há mortes. Mas a redução traz indícios de que o trabalho está surtindo efeito e deve ser intensificado”, ressaltou o prefeito.

O comandante da GMF (Guarda Municipal de Florianópolis), Ivan Couto, explicou que a presença da guarda em diversos pontos da cidade foi essencial para essa redução. “Em nenhum dos outros anos nós tivemos um fortalecimento e um endurecimento tão grande que se teve em 2019, com fiscalizações, abordagens e notificações. A fiscalização da lei seca deve continuar, a Guarda Municipal deve continuar endurecendo cada vez mais esse tipo de fiscalização, fazendo com que Florianópolis reduza ainda mais esses índices”, comentou Ivan.

Em comparação aos últimos cinco anos, 2019 foi o ano que menos pessoas morreram no trânsito da Capital. Para José Leles, doutor em Engenharia de Transportes, mudanças nas ruas também impactaram nessa redução. “Florianópolis tem feito algumas medidas principalmente no ponto de vista de engenharia e de ajustes de alguns trechos do sistema viário, que proporciona alguns alívios em áreas conflitantes. Isso pode ajudar a reduzir os acidentes e as mortes. Outra situação é que com a implementação de trechos de ciclofaixa e ciclovias urbanas. Há também a redução de velocidade dessas vias”, avalia.

Em comparação aos últimos cinco anos, 2019 foi o ano que menos pessoas morreram no trânsito da Capital – PMF/Divulgação/ND

Fiscalização combate mortes

Em 2018, 45% das mortes tiveram relação com o uso de álcool e 33% com o excesso de velocidade, apontam dados da Rede Vida no Trânsito. Já no ano passado, esse índice caiu. Apenas 12% das mortes foram causadas por embriaguez e 24% por dirigir acima do limite de velocidade permitido.

“Vale ressaltar que essa é uma ação que não envolve só a Guarda Municipal, também tem a participação da Polícia Militar Rodoviária e da Policia Rodoviária Federal no intuito de fazer que os motoristas se conscientizem de que essa é uma combinação totalmente inapropriada, sendo que ele mesmo tá se colocando risco ou também porque ele tá colocando em risco a vida de outras pessoas”, explica Ivan Couto, comandante da Guarda Municipal de Florianópolis. Os motociclistas lideram a lista de mortes no trânsito de Florianópolis. Em 2019, 45% dos óbitos nas ruas da Capital tiveram motos envolvidas.

Mortes no trânsito de Florianópolis

2019 – 33
2018 – 55
2017 – 54
2016 – 61
2015 – 55
2014 – 83
Fonte: Grupo de informações vida no trânsito, Florianópolis

Mortes de motociclistas no trânsito de Florianópolis

2019 – 15
2018 – 25
2017 – 19
2016 – 28
2015 – 21
2014 – 31
Fonte: Grupo de informações vida no trânsito, Florianópolis

Conforme determina a Lei Municipal nº 10.199, de 27 de março de 2017, a Prefeitura Municipal de Florianópolis informa que a produção deste conteúdo não teve custo, e sua veiculação custou R$2.000,00 reais neste portal.

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