Diretor de comunicação do sindicato da PRF em SC é detido na Operação Chabu

Atualizado

Membro do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) e diretor de comunicação do SINPRF-SC (Sindicato dos Policiais Rodoviários de Santa Catarina), Marcelo Rubens Paiva Winter é o quarto detido na Operação Chabu, da Polícia Federal, deflagrada na manhã desta terça-feira (18). A detenção aconteceu ainda no período da manhã e foi confirmada pelo sindicato.

O SINPRF-SC afirma que Winter foi cedido à PRF e que não houve nenhum mandado cumprido no sindicato nesta terça-feira, já que o inquérito não está relacionado com a função exercida por ele no órgão sindical.

Operação Chabu foi deflagrada pela Polícia Federal nesta terça-feira (18) – Anderson Coelho/ND

Marcelo Rubens Paiva Winter integra o Gaeco desde 2002 e atua na área de crimes de alta tecnologia, auxiliando em investigações e em forense computacional.

A Operação Chabu visa combater a prática de uma suposta organização que violava o sigilo de operações policiais em Santa Catarina. Além de Winter, mais seis pessoas foram levadas à Polícia Federal com mandados de prisão.

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Ao todo, foram expedidos pelo TRF-4 (Tribunal Regional Federal da 4ª Região), em Porto Alegre, 23 mandados de busca e apreensão, e sete de prisão. O inquérito está em segredo de Justiça e a relatoria é do desembargador federal Leandro Paulsen.

Entenda a Operação Chabu

Após análises dos materiais apreendidos durante a Operação Eclipse, deflagrada em agosto de 2018, a Polícia Federal apurou que a suposta organização criminosa construiu uma rede composta por um núcleo político, empresários, e servidores da Polícia Federal e da Polícia Rodoviária Federal lotados em órgão de inteligência e investigação. O objetivo era embaraçar investigações policiais e proteger o núcleo político em troca de vantagens financeiras e políticas.

Durante as investigações foram apuradas várias práticas ilícitas, dentre as quais destacam-se o vazamento sistemático de informações a respeito de operações policiais a serem deflagradas até o contrabando de equipamentos de contra inteligência para montar “salas seguras” a prova de monitoramento em órgãos públicos e empresas.

As provas obtidas durante as investigações apontam a prática de crimes de associação criminosa, corrupção passiva, violação de sigilo funcional, tráfico de influência, corrupção ativa, além da tentativa de interferir em investigação penal que envolva a suposta organização criminosa.

O nome dado à operação, Chabu, significa dar problema, dar errado, falha no sistema, e é usado comumente em festas juninas, quando os fogos de artifício falham. Segundo a Polícia Federal, o termo era empregado por alguns dos investigados para avisar da existência de operações policiais que viriam a acontecer.

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