Dois casos de alunos suspeitos de planejarem crimes em escolas são investigados em SC

Atualizado

Após o ataque à Escola Estadual Raul Brasil, em Suzano, que resultou na morte de 10 pessoas e deixou outras 11 feridas, há quase duas semanas, a polícia precisou reforçar as rondas nas escolas de ao menos dois municípios catarinenses.

A reportagem do ND confirmou que dois casos de planejamentos semelhantes ao de Suzano estão sendo investigados no Estado. O episódio mais grave foi em Ituporanga, no Vale do Itajaí.

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Dois adolescentes foram apreendidos na última sexta-feira (22) em Ituporanga e foram encaminhados para o Casep (Centro de Atendimento Socioeducativo Provisório) de Rio do Sul.

A dupla estaria planejando ataque similar ao de Suzano. Um dos garotos, inclusive, teria mostrado uma arma para um colega da escola em ocasião anterior.

O segundo episódio foi detectado em Ilhota, também no Vale do Itajaí. Conversas de um grupo de WhatsApp vazaram pelas redes sociais e assustaram pais e funcionários de uma escola do município.

O prefeito Erico Oliveira e o sargento da Polícia Militar Emerson Roncálio estiveram na escola de Ilhota na manhã desta segunda-feira (25) para conversar com a comunidade escolar.

Prefeito e sargento da PM estiveram reunidos com comunidade escolar de Ilhota nesta quarta-feira (25) – Reprodução/Macedo/CVI

Em entrevista ao jornal Correio do Vale do Itajaí, o prefeito disse que mobilizou as forças de segurança para trabalhar de forma preventiva e evitar episódios de violência na escola. “Viemos aqui para dar uma resposta a esse povo que está aflito”, afirmou Oliveira.

O sargento também conversou com o jornal local e informou que alguns adolescentes já foram identificados e possivelmente serão ouvidos pelo Ministério Público. Segundo o PM, apenas a investigação poderá confirmar se o planejamento era verídico ou tratava-se de um “trote”.

O ND entrou em contato com a Polícia Civil e a Secretaria de Segurança Pública de Santa Catarina, mas ambos os órgãos não quiseram se manifestar sobre os dois casos. As instituições de segurança pública afirmaram apenas, por meio da assessoria de imprensa, que esse tipo de situação é monitorada pelos serviços de inteligência.

No dia seguinte ao ataque de Suzano, um aluno de 15 anos também foi flagrado com uma arma de fogo nas dependências de uma escola em São Bonifácio, na Grande Florianópolis. Na ocasião, a PM foi acionada e apreendeu a arma que estava sem munição.

Em reportagem publicada neste fim de semana, o ND revelou que cerca de 600 casos de violência, que envolvem agressões físicas e verbais, foram registrados nas escolas estaduais no último ano.

As motivações estão relacionadas a questões de gênero e preconceito. O bullying sofrido e praticado pelos alunos é um dos males que cerceia o ambiente escolar, segundo os especialistas (clique aqui e confira a reportagem completa).

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