Dois homens são condenados por matar turista confundido com integrante de facção criminosa

Dois homens acusados de matar um turista paulista por engano no Norte da Ilha, foram condenados em Júri Popular que ocorreu nesta terça-feira (29). Jadson de Andrade foi assassinado após ser confundido com um faccionado rival, em setembro do ano passado. A vítima aproveitava o feriadão da Independência com uma amiga na praia de Canasvieiras. As informações são do TJSC. 

Jadson Andrade foi morto no dia 10 de setembro - Reprodução/Facebook/ND
Jadson Andrade foi morto no dia 10 de setembro – Reprodução/Facebook/ND

Um dos acusados foi condenado a 17 anos e 16 dias-multa pelos crimes de homicídio duplamente qualificado e participação em organização criminosa. Ele é réu confesso do assassinato, mas negava ser membro de facção. O outro rapaz, que negava participação, foi condenado a 12 anos de reclusão, em regime fechado, pelo crime de homicídio duplamente qualificado. Este segundo foi inocentado dos crimes de organização criminosa e corrupção de menores. Ambos estão presos e não poderão recorrer da decisão em liberdade.

A sessão, que terminou às 20h20 e foi marcada por forte debate entre acusação e defesa, foi presidida pela juíza Mônica Bonelli Paulo Prazeres. Segundo a denúncia do Ministério Público, o assassinato foi praticado por motivo torpe porque os dois homens, que tiveram o auxílio de mais dois adolescentes, acharam que a vítima era de uma facção rival. A vítima trabalhava como promotor de vendas e residia no Estado de São Paulo.

As investigações da polícia civil indicavam que os dois réus, com o auxílio de dois menores, levaram o turista até a estrada geral do Moçambique. O objetivo dos agressores era obter a confissão da vítima sobre a participação na facção rival. Sem êxito nesse propósito, os homens mataram o rapaz com disparos de armas de fogo.

A execução foi gravada em celular e posteriormente enviada para parceiros pela rede social de bate-papo WhatsApp. Um dos acusados foi identificado pela tatuagem e pela camiseta que usava no dia do crime, as quais estavam registradas em uma rede social em que ele aparecia com a namorada.

Polícia