Dois novos casos de dengue autóctone são registrados em Joinville

Atualizado

A Secretaria de Saúde confirmou nesta quinta-feira (13) dois novos casos de dengue autóctone em Joinville, no Norte do Estado. Os pacientes são uma menina de 10 anos, moradora do bairro Jarivatuba e um homem de 30 anos, morador do bairro Aventureiro.

Dengue é transmitida pelo mosquito Aedes Aegypti – Foto: Reprodução/Fiocruz

De acordo com a secretaria, os dois pacientes já receberam atendimento médico e foram liberados. Ao todo, quatro casos autóctones – quando a doença é contraída dentro do município -, já foram registrados em Joinville. A cidade também já confirmou um caso de dengue importada – contraído fora da cidade – de um morador do bairro América.

Segundo a coordenadora do Serviço de Vigilância em Saúde, Nicoli dos Anjos, com os novos casos, agora, a situação é de alerta à população.

“Estamos no segundo mês do ano e já tivemos quatro casos de transmissão autóctone, o que é motivo de grande preocupação porque, agora, a transmissão já aconteceu em três bairros. A quantidade de focos positivos é muito grande e conforme a população vai circulando, há grande chance de transmissão em massa de dengue e, talvez, até uma epidemia”, alerta.

Em Joinville, segundo a Secretaria de Saúde, já são 924 focos positivos em Joinville só em 2020. Além disso, dez bairros da cidade estão infestados pelo mosquito Aedes aegipty: Boa Vista, Bucarein, Comasa, Espinheiros, Floresta, Guanabara, Itaum, Jardim Iririú, Jardim Sofia e Jarivatuba.

Prefeitura realiza medidas para combate do mosquito

Por conta dos casos confirmados, a Secretaria de Saúde está realizando medidas emergenciais para o combate ao mosquito Aedes Aegypti, que além da dengue, também pode transmitir Zika Vírus, febre Chikungunya e febre amarela.

Ao todo, a secretaria investiu R$ 1 milhão para que o Serviço de Vigilância Epidemiológica possa contratar 10 novos agentes de Combate às Endemias, instalar novas armadilhas e implementar o uso de ferramentas, como os drones, na vistoria de imóveis. Porém, mesmo com o reforço, Nicoli afirma que a mobilização da população para eliminar e prevenir novos focos do mosquito é fundamental.

“Pedimos, mais uma vez, o apoio da população na luta contra o vetor. Qualquer recipiente deve ser vistoriado. É importante o uso de repelente principalmente nas áreas infestadas. E se houver algum sintoma da doença, a orientação é que se procure a Unidade Básica de Saúde mais próxima”, conta.

Leia também:

Mais conteúdo sobre

Saúde