Dono da LaMia culpa controladora de voo por acidente com a Chapecoense

Atualizado

O empresário venezuelano Ricardo Albacete, dono da companhia aérea do acidente aéreo da Chapecoense, disse nesta quinta-feira (12), em Brasília, que a culpa da tragédia é de uma controladora de voo do aeroporto de Medellín, na Colômbia.

Durante audiência pública na CPI do Senado que investiga o caso, Albacete afirmou que a funcionária em questão falhou ao não ceder prioridade para o time catarinense pousar e que os funcionários da LaMia foram “idiotas” ao calcular a quantidade de combustível para a viagem.

Em novembro de 2016, a Chapecoense fretou uma aeronave da companhia aérea boliviana LaMia para sair de Santa Cruz de la Sierra e viajar até Medellín para disputar a final da Copa Sul-Americana.

Acidente com o voo da LaMia que levava a delegação da Chapecoense à Colômbia completou dois anos no último dia 28 de novembro (Foto: RAUL ARBOLEDA/AFP PHOTO) – Foto: Divulgação/ND

O voo 2933 caiu perto do aeroporto de destino 15 minutos depois de o piloto declarar situação de emergência. O avião bateu em uma montanha e causou a morte de 71 pessoas.

Segundo Albacete, o problema foi que a controladora de voo do aeroporto, Yaneth Molina, recebeu o alerta de emergência, porém deu prioridade de pouso para outra aeronave.

Com isso, o avião da Chapecoense não conseguiu aterrissar a tempo e por estar com falta de combustível, se acidentou a poucos quilômetros da chegada.

Confira o que disse o empresário venezuelano

“Infelizmente a tripulação não insistiu com o controle aéreo e não declarou emergência de antemão. Seguiu fazendo minutos de espera. O outro avião também tinha pedido prioridade, mas não era emergência. O piloto da LaMia sabia a altura da aeronave, mas não sabia onde estava em relação à pista. O que ele fez? Procurou a pista, mas não tinha mais potência. A senhora Molina os matou”, disse Albacete.

O dono da companhia aérea reconheceu que a aeronave estava com pouco combustível, porém insistiu que a quantidade no tanque era suficiente para se fazer a viagem.

Segundo Albacete, os próprios funcionários da LaMia cometeram o erro de não ter calculado uma quantidade extra de combustível para se ter como reserva em casos de emergência. Para ele, a tripulação “não cumpria exatamente as regras da aviação”.

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“Havia pouco combustível. Infelizmente, eles (os funcionários) não seguiam as regras aí. Os tripulantes foram intrépidos, audazes. Nesse dia, infelizmente, eu os considero como idiotas”, afirmou.

“O avião, quando estava a 16 mil pés de altitude poderia chegar, passar por cima da pista e dar uma volta de reconhecimento de voo. Infelizmente, a senhora Yaneth Molina os mandou para as montanhas”, completou.

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