CPI do Codetran: empresário afirma que pagamento de propina era exigência de servidores de Itajaí

Julio Cesar Fernandes revelou detalhes do esquema durante depoimento à CPI da Codetran

Foto/RICTV Record

Convocado pela terceira vez, Willian Gervasi não compareceu a reunião

Um dos depoimentos mais aguardados da CPI da Codetran aconteceu nesta segunda-feira (19), na Câmara de Vereadores de Itajaí. O empresário Julio Cesar Fernandes, dono do pátio de veículos apreendidos, confirmou o pagamento de propinas e vantagens aos funcionários públicos do município. Só para o ex-coordenador da Codetran, Willian Gervasi, ele teria pago mais de R$ 50 mil no ano de 2014.

Durante mais de duas horas de depoimento, acompanhado do advogado, Fernandes afirmou que o esquema com veículos do pátio era uma exigência, e não apenas um acordo. O empresário ainda revelou o envolvimento de José Alvercino Ferreira na retirada de mais de 700 motos do pátio. Ele também confirmou que autorizava a retirada de peças dos veículos apreendidos, algumas vezes a favor de Jefferson Alvercino, filho do vereador licenciado.

Durante a reunião, Julio Cesar Fernandes colocou em dúvida o depoimento do ex-secretário de Administração, Nelson Abraão, também citado no esquema. No dia 28 de setembro, Abraão disse aos vereadores que não conhecia o empresário, já Fernandes afirmou que partiu do ex-secretário a exigência de mudar o pátio para a região central. Para isso, teria sido acordado que o município deixasse de recolher os 17% sobre o faturamento, como previa o contrato.

Por causa da afirmação do empresário, a CPI aprovou uma acareação entre Nelson Abraão e Julio Cesar Fernandes para esclarecer os fatos. Ainda na segunda-feira (19), a comissão ouviu o depoimento de Jorge Zunino, que até dois meses atrás era funcionário do pátio. Ele afirmou não saber das irregularidades apontadas pela investigação.

Ausente pela terceira vez

O ex-coordenador da Codentran, Willian Gervasi, não compareceu a CPI pela terceira vez consecutiva. Nas duas primeiras convocações ele justificou as faltas com atestados médicos, mas na reunião desta segunda-feira (19), ele não enviou explicação aos vereadores. Willian vai ser intimado a prestar depoimento na próxima semana, e caso não compareça, pode ser alvo de condução coercitiva.

Outras duas pessoas também devem ser convocadas na oitava reunião. A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) apura crimes investigados na operação Parada Obrigatória, envolvendo funcionários da Secretaria de Segurança Pública de Itajaí. Sete pessoas prestaram depoimento até agora.

Solicitações

Durante a reunião foi aprovado pela comissão que a justiça seja comunicada sobre a demora da prefeitura em enviar à CPI documentos solicitados. Segundo os parlamentares, esta demora estaria prejudicando o trabalho.

A Willian Gervasi, Jefferson Alvercino e José Alvercino Ferreira não foram localizados por telefone para esclarecimentos.

*Com informações da RICTV Record

Participe do grupo e receba as principais notícias
de Itajaí e região na palma da sua mão.

Entre no grupo Ao entrar você está ciente e de acordo com os
termos de uso e privacidade do WhatsApp.
+

Notícias

Loading...