Dupla de maníacos aterroriza e tortura casal de idosos em Joinville

Imagens reprodução RIC/ND

Vítimas: Marcos e Angélica Letzner foram rendidos em casa na noite de quinta-feira (3)

Crueldade: parte da orelha esquerda de Marcos Letzner foi decepada pelos marginais

A equipe da Polícia Civil de Joinville trabalhou durante toda a sexta-feira (4) em busca de evidências que possam levar à captura da dupla de assaltantes que roubaram e torturaram um casal de idosos, na noite de quinta-feira (3) em Pirabeiraba. Uma das vítimas, o produtor rural Marcos Letzner, 76 anos, teve parte da orelha e dos dedos cortada pelos criminosos. A mulher dele, Angélica Letzner, 76, foi covardemente espancada.

O crime aconteceu na noite de quinta-feira, na chácara do casal que cria porcos às margens da rodovia BR-101, em Pirabeiraba, distrito ao Norte de Joinville. Angélica estava se preparando para jantar, por volta das 18h30, quando a companhia tocou. O que aconteceu depois deste momento não será esquecido pelos idosos, casados há mais de 55 anos, que nasceram e foram criados naquela até então pacata localidade.

Dois homens, que chegaram em uma moto Suzuki de cor escura, estavam parados em frente ao portão da residência. “Eu fui atender”, conta dona Angélica, “Eles perguntaram se tínhamos porco para vender. Meu marido foi, então, até o portão e disse aos dois que não estávamos vendendo, porque a criação estava muito magra. Então eles falaram: ‘Não seu velho porco, não é deste porco que estamos falando, é você que a gente quer’”, lembra a idosa, ainda aflita com tudo o que passou.

Os criminosos sacaram uma arma e pularam a cerca de arame, que envolve a propriedade. Sem tem como reagir, seu Marcos foi violentamente espancado a chutes, pontapés. Sob a mira de uma arma, os assaltantes levaram-no para o interior da residência, onde dona Angélica também foi rendida. “Eles nos deram muitos chutes com aqueles botinões, nos amararam, pisaram na gente foi horrível, foi horrível, me chutaram todo, me cortaram. Nunca mais vou esquecer isso, nunca mais…”, conta o agricultor à reportagem da RIC Record de Joinville.

Os criminosos separaram o casal. A mulher, que se locomove com o auxílio de bengala, foi obrigada a descer até o escritório, ao lado do criadouro, a mais de 50 metros da residência. “Eles queriam o cofre, dinheiro. Nós não temos isso, mas eles cismaram que a gente tinha. Arrombaram a porta do escritório reviraram tudo e não encontraram nada. Ai, um deles pegou a arma e disse. Velha, corre, corre até casa, ligeiro, nós vamos matar seu marido na sua frente se você não disser onde está o cofre”,  enfatiza dona Angélica, que olhando para o marido ferido começa a chorar.

Quando a senhora voltou para residência foi levada até o banheiro. Lá ela encontrou o marido amarado e testemunhou uma cena digna de filme de terror. O instante é descrito pela filha de dona Angélica, que na sexta-feira à tarde limpava o local. “O pai tava amarrado, o bandido tinha um arama encostada na orelha dele. A mãe contou que o homem pegou uma faca, sempre pedindo dinheiro, começou a cortar a orelha do pai… (choro)… em seguida, eles foram cortando parte dos três dedos…”, sem conseguir continuar, a filha desaba a chorar. “O que fizeram com eles foi uma covardia… a gente quer Justiça, Justiça. Aquele banheiro tinha mais sangue do que um açougue, do que um matadouro. Oh, meu Deus! Quanta crueldade”, conta a dona-de-casa Rose Assing, 54.

Os criminosos continuaram a aterrorizar o casal. Marcos conta que os assaltantes abriram duas cervejas e sentados no sofá, com os pés em cima dos idosos, começaram a se drogar. “Minha mãe contou que um deles pegou um envelope verde de onde tirou um pó branco, enrolou uma nota de R$5 e começou a usar droga”.

Toda a ação demorou cerca de 1h30. Eles levaram cerca de R$ 1.200, celulares, jóias, cartões de crédito e cheques. Ainda na noite de quinta-feira, conseguiram sacar da conta bancária do casal R$ 2 mil e mais R$ 1 mil na manhã de sexta-feira.

O caso é investigado pela Divisão de Furtos e Roubos da Polícia Civil, temporariamente sob a responsabilidade do delegado Adriano Bini. No final da tarde desta sexta, Bini, contou que a investigação está bem adiantada. “Passamos o dia atrás das evidências, levantando informações que possam nos levar aos autores deste bárbaro crime. Já temos algumas pistas, mas não podemos divulgá-las para não atrapalhar as investigações declarou o delegado.

Para Bini, é bem provável que os autores do crime sejam da região. “Fui um crime brutal que não é comum”, afirma o delegado.

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