Economizar, investir ou quitar dívidas; saiba o que fazer com o 13º salário

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Com a aproximação do fim do ano chega também o pagamento do décimo terceiro. A primeira parcela está previsto para 30 de novembro. Já a segunda, “deve cair” até o dia 20 de dezembro. Com a entrada do benefício na conta, surge o questionamento sobre como usar o dinheiro.

Economista sugere um equilíbrio entre investimento, orçamento, quitação de dívidas e compra de produtos – Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil

Instituída pela Lei 4.090, de 1962, a chamada “Gratificação de Natal” prevê que o funcionário seja pago com 1/12 avos da remuneração por mês de serviço do ano correspondente. A partir de 15 dias de serviço, o trabalhador já passa a ter direito ao benefício.

A economista e consultora financeira Francine Mendes, do canal “Mary Poupe”, dá dicas de como aproveitar o benefício:

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Francine propõe um balanço entre investir, quitar dívidas, criar uma reserva de emergência e, por fim, usufruir do dinheiro extra com a compra de produtos. A prioridade, no entanto, são para os três primeiros itens. Mas tudo depende da necessidade de cada um.

Black Friday

O primeiro cuidado deve ser com os gastos e parcelas. Novembro é também o mês da Black Friday: inúmeras promoções começam a circular pela internet e pelas lojas, atraindo a atenção e os impulsos de consumo da população. Os produtos chegam a custar a metade do preço.

Grandes descontos na Black Friday – Foto: Reprodução/RICTV Record TV

“Tenho muito medo da Black Friday. As pessoas gastam  mais do que podem”, destaca Francine.

A sugestão da economista é comprar apenas o necessário e o que já estava previsto no orçamento familiar. E também priorizar o pagamento à vista.

“Com as promoções ocorre muito desperdício na Black Friday. Os cuidados são com parcelamento. Gosto do cartão de crédito, mas temos que aprender a usá-lo como amigo e não como inimigo. E cuidar para não acumular parcelas com outras parcelas, perdendo de vista o orçamento” sugere a especialista.

Orçamento

Com a chegada de 2020, Francine destaca que a melhor ideia é criar um orçamento anual.

“Logo no início do ano têm taxas como IPTU, IPVA e taxa de escola de crianças. É bom se planejar para aproveitar os descontos que vêm nessa época”.

O orçamento familiar deve ser dividido em prioridades de curto, médio e longo prazo. A estratégia é importante, por exemplo, para programar viagens e gastar menos.

Junto com o orçamento, ela sugere ainda reservar parte do décimo terceiro para criar uma “reserva de emergência”, destinada para situações inesperadas.

Segundo a economista, o melhor meio é através do tesouro SELIC. Em comparação com a poupança, o SELIC possui rentabilidade anual 30% maior.

“Todos os dias rende um pouquinho e é possível resgatar o dinheiro de um dia para o outro”. Ela sugere um investimento mínimo de R$ 100.

Quitação de dívidas e investimentos

Como segunda dica, a economista sugere usar o dinheiro para quitar dívidas que o consumidor pode ter. “Se não conseguir quitar, troque os juros altos para juros mais em conta”, sugere.

No próprio site da Serasa o consumidor pode encontrar uma série de empresas que permitem a renegociação de dívidas. As empresas permitem pagar menos da metade dos juros cobrados pelo crédito ou cheque especial.

Uma das possibilidades é o investimento em uma LCI  – Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil/ND

Por fim, vem os investimentos. “Depois que foi feita a reserva e o orçamento, sugiro fazer uma carteira de investimentos com produtos que vão gerar independência financeira, como fundos e compra de títulos público”, ressaltou francine.

Uma das possibilidades é o investimento em uma LCI (Letra de Crédito Imobiliário). O investimento de renda fixa, emitido pelos bancos, têm títulos que custam R$ 103 mensais.

Os recursos são utilizados para o financiamento do setor imobiliário. O investidor recebe uma taxa de rentabilidade anual, que é definida no momento da compra. Mas o valor só pode ser retirado no dia do investimento. As corretoras também ofertam promoções na Black Friday.

“É bom dosar e manter o equilíbrio. Dá para dividir também em quatro partes: investimento, orçamento, quitar e usufruir. Eu sugiro não gastar com coisas inúteis, mas priorizar boas experiências. E esse é o objetivo, priorizar o orçamento”, conclui a economista.

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