Eduardo Bolsonaro pede desculpas por fala sobre volta do AI-5

Atualizado

O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) pediu desculpas por ter defendido “um novo AI-5” para conter manifestações da esquerda. De acordo com o parlamentar, “houve uma interpretação deturpada do que realmente quis dizer”. O pedido desculpas foi feito em entrevista à TV Bandeirantes, na noite desta quinta-feira (31).

Eduardo Bolsonaro: “Houve uma interpretação deturpada do que realmente quis dizer” – Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil/ND

Eduardo havia citado o “AI-5” em entrevista anterior, à jornalista Lega Nagle.

“Peço desculpas a quem porventura tenha entendido que eu estou estudando o retorno do AI-5, ou o governo, de alguma maneira – mesmo eu não fazendo parte do governo – está estudando qualquer medida nesse sentido. Essa possibilidade não existe. Agora, muito disso é uma interpretação deturpada do que eu falei. Eu apenas citei o AI-5. Não falei que ele estaria retornando”, disse.

Editado pelo então presidente Artur da Costa e Silva, o Ato Institucional nº 5 fechou o Congresso Nacional em 1968. Permitiu ainda a cassação de mandatos de grande número de políticos, além do afastamento de juízes.

Eduardo disse que estava comentando os protestos que ocorrem no Chile quando citou o ato, em meio a ações para conter manifestações de rua. “A esquerda, em que pese o presidente chileno ter cedido ao que eles pediam, continua travando o país”, afirmou. “E quando isso aí ocorre, eu talvez tenha sido infeliz em falar no AI-5, porque não existe qualquer possibilidade de retorno ao AI-5, mas, nesse cenário, o governo tem de tomar as rédeas da situação. Não pode ficar refém de grupos organizados para promover o terror. Foi tão simplesmente isso”, disse na entrevista à Band.

Eduardo Bolsonaro acrescentou que não tem interesse na radicalização. Além disso, destacou que foi eleito democraticamente sob a égide da Constituição de 1988.

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