‘Ela disse que tinha medo’, afirma amiga da catarinense assassinada em Luxemburgo

Atualizado

“O que posso dizer é que ela já tinha feito queixa. Ele é português e ela tinha muito pena dele, só que ele era viciado em álcool”. As palavras são de uma amiga da catarinense Dione Streckert, de 53 anos, assassinada no último sábado (10), na cidade de Esch-sur-Alzette, em Luxemburgo.

Dione morava há 12 anos no País Europeu – Facebook/Divulgação

A mulher, que prefere não se identificar, afirma que conhecia Dione há aproximadamente oito anos, mas há pouco tempo se aproximaram. 

A amiga detalha que na sexta-feira (9), data anterior ao crime, Dione foi até a polícia para apresentar queixa contra o homem.

“Ele batia à porta constantemente e, ela disse que tinha medo”, comentou. 

A mulher lembra que passou próximo do apartamento de onde Dione morava e, percebeu que o local estava isolado pela polícia. Logo imaginou o pior. 

“Quando passei no sábado perto do apartamento dela, vi a rua fechada pelos policiais. Passei a fita e pedi à uma policial se tinha acontecido alguma coisa grave, porque tinha uma senhora conhecida que morava no prédio que tinha a luz acesa onde estava a polícia, disseram que não podia estar ali, desconfiei que algo grave se tinha acontecido”, contou a portuguesa. 

A confirmação da morte chegou à amiga no dia seguinte. “Chorei muito e na manhã seguinte uma amiga da Dione brasileira ligou-me e deu a informação. Só posso dizer que era boa pessoa”, finalizou.

Dione foi morta no próprio apartamento – Reprodução/ND

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A portuguesa entrou em contato com a família de Dione através do Facebook.

Pedi que se fosse da família ou amiga que entrasse em contato comigo porque era muito urgente, e assim foi, era uma sobrinha que estava no Brasil. Ela falou com uma filha que vive na Itália. Creio que Deus me usou para conseguir chegar até a família”, disse. 

A amiga também afirma que é grande a repercussão do caso na cidade de Esch-sur-Alzette, visto a brutalidade do crime. “Muitas pessoas que conheciam a Dione estão revoltadas. Ela era uma mulher trabalhadora que cuidava da filha autista”, concluiu.

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