Em assembleia, servidores públicos municipais de Florianópolis decidem manter greve

Segundo Sintrasem, encontro nesta segunda-feira reuniu 5.000 pessoas. Para prefeitura, categoria está descumprindo ordem judicial

Os servidores públicos municipais de Florianópolis decidiram, em assembleia realizada na tarde desta segunda-feira (7), manter o estado de greve deflagrado em 2 de março. A decisão ocorreu de forma unânime em encontro que reuniu cerca de 5.000 servidores, segundo informações do Sintrasem (Sindicato dos Trabalhadores no Serviço Público Municipal de Florianópolis). Entre os principais pontos da pauta de reivindicações para a data-base 2016 está a reposição salarial da inflação da categoria (entre 9,3 e 10%) e o incremento do vale-alimentação.

Sintrasem/Divulgação/ND

Assembleia foi realizada na praça Tancredo Neves 

A prefeitura da Capital mantém a disposição de só negociar com os grevistas quando eles voltarem ao trabalho, e usa como justificativa a decisão judicial que determinou aos servidores o restabelecimento de serviços essenciais no prazo de 48 horas, a contar da última sexta-feira (4). O sindicato, porém, garante que desde o início da greve os serviços essenciais de educação, saúde e assistência são mantidos.

Em meio ao impasse, o Sintrasem afirma que nesta terça-feira fará uma caminhada da praça Tancredo Neves, no Centro, até o prédio da Prefeitura Municipal para tentar abrir a mesa de negociações com o secretário de Administração, Gustavo Miroski.

“A postura intransigente da prefeitura não ajuda em nada, pois com isso eles estão conseguindo que a adesão ao movimento só aumente, o que fez com que consolidássemos mais de 85% de adesão ao movimento. E isso porque eles são intransigentes”, avaliou Alex Santos, presidente do Sintrasem.

A prefeitura questiona os números apresentados pelo Sintrasem relativos à adesão dos trabalhadores e não vê possibilidade de arcar com o impacto das cláusulas financeiras que somadas, ultrapassam o dobro da receita anual do município. “Eles estão descumprindo uma decisão judicial, e precisam voltar a trabalhar para retomarmos o diálogo, pois sem trabalho não haverá negociação”, comentou o secretário Miroski.

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