Em Florianópolis, general Guilherme Theophilo defende integração das forças policiais

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O secretário nacional de Segurança Pública, general Guilherme Theophilo, esteve em Florianópolis nesta sexta (11). Ele participou da palestra do projeto Momento Brasil – Conhecer, Contribuir e Agir, série de eventos promovidos pela Acaert (Associação Catarinense de Emissoras de Rádio e Televisão).

Um pouco antes de sua fala, ele concedeu uma entrevista coletiva e destacou o aumento na fiscalização em fronteiras e a integração entre as forças policiais.

A palestra começou por volta das 10h30, no auditório da Secretaria de Segurança Pública, na região Continental de Florianópolis.

Secretário nacional de Segurança Pública, general Guilherme Theophilo, na palestra do projeto Momento Brasil – Foto: Anderson Coelho/ND

Qual é importância deste encontro com as forças de segurança de Santa Catarina? A Secretaria de Segurança Nacional traz algum anúncio importante para o Estado?

São fundamentais estas reuniões que estão sendo feitas em todo o Brasil. É a terceira vez que venho para Santa Catarina e já conhecia o sistema de segurança aqui, que é um exemplo para todo país. A visita do ministro Moro (ele participou do Momento Brasil no dia 30 de setembro) foi positiva, ele ficou impressionado com a informatização e tecnologia, com o apoio de comunicações e integrações nas forças de segurança do Estado. Santa Catarina está muito na frente, é um exemplo para todo o país.

Hoje temos um grande esforço de trabalho nas fronteiras, por que é tão importante este trabalho nas fronteiras para combater a criminalidade?

É fundamental, existem duas grandes guerras no país, uma nas fronteiras e outra urbana. A guerra que é alimentada pela fronteira e estamos perdendo por conta desta imensidão de nossas divisas terrestres e marítimas. Estamos fiscalizando, principalmente, as terrestres, pois fazemos divisa com países que são grandes produtores de cocaína. As drogas corroem nossa sociedade e tornam nosso país um caos social, mas através dos projetos do ministro Moro estamos fortalecendo as divisas do nosso país. Já são 16 órgãos de fronteira trabalhando em conjunto para fortalecer as fronteiras do Brasil.

Fazemos divisa com países que são grandes produtores de cocaína, as drogas corroem nossa sociedade e tornam nosso país um caos social

Para Santa Catarina se pensa em fazer alguma ação nesta linha de segurança de fronteira?

Sim, inclusive a única ponte que nós temos na fronteira, vamos colocar um posto fixo para combater o contrabando que passa nesta região.

Santa Catarina tem uns dos menores índices de violência do país, porém estão aumentando os crimes de feminicídio e violência contra a mulher. Como a Secretaria Nacional pode ajudar o Estado? Será por meio do programa “Em frente Brasil”?

Nós criamos a Coordenadoria de Defesa da Mulher, que atua em crimes de violência contra a mulher e o feminicídio, trouxemos pessoas importantes nesta área de atuação, começamos uma parceria com o Instituto Maria da Penha no Ceará, que esta realizando diversas pesquisas para um melhor direcionamento das políticas públicas de segurança em favor das mulheres.

General Guilherme Theophilo destacou a importância  de investir na atualização das forças policiais- Foto: Anderson Coelho/ND

Para 2020 está previsto um aumento de verba na área de segurança para os Estados?

O ministro Sergio Moro buscou verbas com o BNDES, para financiar projetos de segurança pública, as penitenciárias serão contempladas também, pois os comandos das organizações criminosas agem de dentro dos presídios, temos que criar novas unidades e investir também nas forças policiais que estão defasadas.

Nós criamos a Coordenadoria de Defesa da Mulher, que atua em crimes de violência contra a mulher e o feminicídio, trouxemos pessoas importantes nesta área de atuação.

Quais são os principais pontos do projeto “Em frente Brasil”?

Este projeto é uma ideia do ministro Moro, que foi implantado em dia 30 de agosto, em cinco municípios, um de cada região do Brasil, com o intuito de identificar a diferenças de cada área. Foi a primeira vez que se faz um projeto proativo e não reativo. A violência é uma consequência da ausência do Estado e de politicas públicas para a população.

Existe algum esforço da secretaria para uma integração das foças policiais?

É fundamental e necessário que as polícias tenham liberdade para atuar, por vezes um crime acontece em um Estado e o criminoso foge para o Estado vizinho e a polícia não pode perseguir o suspeito. Estamos realizando várias ações e cursos para promover uma maior integração e cooperação das forças.

É fundamental e necessário que as polícias tenham liberdade para atuar.

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