Em pesquisa, moradores de Florianópolis afirmam dirigir após consumir bebida alcoólica

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Uma pesquisa feita anualmente pelo Ministério da Saúde para conhecer a situação nessa área da população brasileira trouxe um dado preocupante. De acordo o sistema Vigitel (Vigilância de Fatores de Risco para doenças crônicas não-transmissíveis) de 2018, divulgado mês passado, Florianópolis, com 12,1%, tem o terceiro maior percentual, entre as capitais, de pessoas que afirmaram dirigir veículos motorizados após terem consumido qualquer quantidade de bebida alcoólica. Antes da capital catarinense estão Palmas (14, 2%) e Teresina (12,4%).

O Vigitel é um inquérito feito por meio telefônico em que o cidadão se dispõe a participar ou não da pesquisa que questiona informações sobre os hábitos da pessoa afim de monitorar doenças como câncer, diabetes e pressão arterial. Males que têm entre os fatores de risco o consumo de bebidas alcoólicas.

Fiscalização contra condutores embriagados foi intensificada a partir de abril – Guarda Municipal de Florianópolis/ND

Ao Vigitel se combinam os números de flagrantes de embriaguez ao volante registrados em Florianópolis. Em julho, a Guarda Municipal abordou mais de dois mil veículos durante as operações da Lei Seca. No período, 112 motoristas foram flagrados dirigindo sob efeito de álcool. Onze condutores tinham o nível de alcoolemia superior a 0,34 mg/l e foram levados à delegacia de polícia.

O comandante da Guarda Municipal de Florianópolis, Ivan Couto, disse que as operações foram intensificadas desde abril em todas as regiões da capital com o objetivo de que os motoristas percebessem a fiscalização e mudassem o hábito de dirigir após beber. “Não queremos atrapalhar a diversão de ninguém, ao contrário. Queremos que as festas aconteçam, mas que todos estejam em segurança”, disse.

Couto explica que todos os veículos parados na blitz são verificados e os motoristas convidados a fazer o teste no bafômetro passivo. Esse aparelho é um bastão que pode indicar alcoolemia. Caso haja essa indicação, o condutor é orientado a soprar no bafômetro oficial, o que é homologado pelo Inmetro. Se recusar, recebe notificação, tem a CNH retida e fica impossibilitado de sair com o veículo, que só será entregue a motorista sóbrio e habilitado.

Na ocorrência de índice alcoólico entre 0,04 a 0,34 mg/l, o motorista passa pelo mesmo procedimento de quem se recusou a fazer o teste. O condutor com mais de 0,34 mg/l é autuado por crime de trânsito e levado à delegacia.

Em julho foram fiscalizados mais de 2 mil veículos – Guarda Municipal de Florianópolis

“Acredito que as pessoas vão se conscientizar pelo amor ou pela dor. Pelo amor à própria vida e a das outros. Pela dor no bolso, ao ter que pagar quase três mil reais de multa, ou ao ver algum amigo ou parente sendo preso por dirigir embriagado”, comenta o comandante.

Segundo Couto, não é possível afirmar que as operações já estejam surtindo algum efeito no comportamento dos motoristas, no entanto, alguns comerciantes têm comentado que o número de veículos parados em frente aos estabelecimentos diminuíram e a quantidade de frequentadores é a mesma.

“Pode ser que as pessoas estejam utilizando transporte alternativo ou fazendo rodízio de motorista da vez. Para quem se conscientizou, parabéns. Para quem ainda não entendeu, eu afirmo que a lei está sendo cumprida”, concluiu o comandante da Guarda Municipal de Florianópolis.

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