Em uma valeta perigosa da rua Aracaju, em Joinville, moradora já testemunhou mais de 50 acidentes

Motoristas de carros, ônibus e caminhões, além de ciclistas, motociclistas e pedestres já foram vítimas porque, no local, não há proteção

Carlos Junior

Motoristas passam perto da vala que tem cheiro ruim e mosquitos no calor

Um problema que existe há pelo menos 30 anos e até hoje tira o sono de Miriam Metzner, 62 anos, moradora da rua Aracaju, no bairro Saguaçu. Ela já perdeu as contas de quantas pessoas socorreu no córrego em frente de casa e encostado ao asfalto. Qualquer distração e pronto, lá se foi mais um motorista, ciclista ou até pedestre para a vala. Ela não sabe ao certo, mas arrisca que já foram mais de 50 acidentes.

Miriam conta que desde que foi morar lá, em 1982, presta socorro aos desavisados. A primeira vítima foi uma menina que caiu na vala com uma bicicleta. A última foi um rapaz que caiu de motocicleta, em dezembro. “Ele disse que só deu uma olhadinha para o lado e pronto, lá se foi pra dentro da valeta”, conta ela, que não sabe mais a quem recorrer por uma solução.

Por conta da rua estreita e da falta de segurança do outro lado da via, estacionar na frente de sua casa, só se for sobre a calçada. O mais preocupante é que no local circulam alunos da Escola Municipal Lea Maria Lepper e de autoescolas, que utilizam as ruas calmas do bairro para aprender a dirigir, e ônibus coletivos. Um só vacilo pode causar grandes transtornos, prejuízos ou vítimas.

“A gente já fez abaixo-assinado e nada. Ninguém resolve nada”, reclama a moradora, dizendo que todo o córrego já poderia estar canalizado há anos. Na época do prefeito Witttig Freitag, o córrego foi canalizado do início da rua Aracaju até a rua Três Barras. Cerca de cem metros ficaram sem canalizar, justamente este trecho em frente à casa de Miriam.

Sem galeria, a situação complica nos dias quentes. O mau-cheiro incomoda tanto quanto os mosquitos, graças à falta de rede de esgoto. Miriam pede ao menos uma proteção para evitar que alguém se machuque. “Nem adianta dizer que a culpa é do Carlito porque o problema é de muito antes.”

Solução imediata é paliativa

A Secretaria Regional do Iririú também é responsável pelo Saguaçu. O secretário Arildo César dos Santos informa que enquanto não vem a solução definitiva, o paliativo é roçar o local, para dar visibilidade do problema aos motoristas. Na quarta-feira (25), a vala foi parcialmente roçada. Ontem, mesmo com chuva, a equipe de limpeza da secretaria voltou ao local.
“O córrego é grande e como não tem acostamento do lado direito, acaba havendo desbarrancamento. A gente faz sempre a roçada. Mas já está na programação de obras da Seinfra (Secretaria de Infraestrutura Urbana) a instalação de galeria aberta em forma de U. Na parte de cima, a galeria vai ficar aberta, para que se possa limpar. O acostamento será reconstruído. Mas tudo para o segundo semestre. Com a galeria, é provável que seja instalado guarda-corpo”, diz Arildo.

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