Emergência do hospital Celso Ramos tem paralisações diárias a partir desta quinta-feira

Funcionários devem interromper serviços como forma de protesto contra sobrecarga de trabalho e superlotação da unidade de saúde

Os funcionários da emergência do hospital Governador Celso Ramos, em Florianópolis, decidiram iniciar paralisações diárias de quatro horas, a partir desta quinta-feira (19). O motivo é a sobrecarga de trabalho e a superlotação da emergência. A decisão veio após uma reunião entre o SindSaúde/SC (Sindicato dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Saúde Pública Estadual e Privado de Florianópolis e Região), a secretaria de Saúde e a direção do hospital, realizada durante esta tarde. Foi decidido, durante o encontro, que a secretaria apresentará um plano para suprir a falta de servidores na área até terça-feira (24).

Emergência do hospital Celso Ramos terá duas paralisações por dia - Edu Cavalcanti/Arquivo/ND
Emergência do hospital Celso Ramos terá duas paralisações por dia – Edu Cavalcanti/Arquivo/ND

As paralisações, confirmadas até terça, serão realizadas das 15h às 17h e das 21h às 23h. O protesto foi deliberado pelos trabalhadores em assembleia, após a reunião com a secretaria e a direção. Durante esses horários, o atendimento na emergência só acontecerá em casos urgentes. Após a apresentação do plano da secretaria, os servidores devem realizar outra assembleia, que poderá deliberar pela paralisação total e imediata da emergência.

“Os trabalhadores estão no limite do que é humanamente possível. A situação é inaceitável, compromete a saúde de quem trabalha e inclusive coloca em risco a população”, explica a diretora do SindSaúde/SC Marilza Martins. Superlotada desde a semana passada, a emergência do hospital possui 50 pacientes internados e vem realizando mais de 600 atendimentos por dia.

Sem novas contratações

De acordo com o sindicato, a secretaria de Saúde e a direção do hospital atribuem a superlotação da emergência e a demanda exaustiva dos funcionários à greve de servidores públicos municipais.

Segundo a responsável pela superintendência hospitalar, Lúcia Schultz, não é possível contratar novos servidores nesse momento. “Solicitamos ao diretor do hospital que ele mobilizasse outros funcionários, para que eles fizessem mais plantões e ganhassem hora-extra”, afirma. Outra possibilidade é montar um hospital de campanha na parte externa da instituição.

“Este é um sistema que trabalha no limite. Estamos em um momento muito complicado em relação à saúde da nossa cidade”, declara Schultz. Sobre a paralisação, ela explica que a secretaria precisa da compreensão do sindicato e dos servidores, para que os pacientes não sejam prejudicados.

Na terça-feira (17) o SindSaúde/SC entregou à direção do hospital um documento com as providências exigidas para resolver a crise na emergência, mas não obteve resposta dentro do prazo de 48 horas. Uma sugestão do sindicato é a realocação de profissionais de outras áreas do hospital para a emergência.

Participe do grupo e receba as principais notícias
da Grande Florianópolis na palma da sua mão.

Entre no grupo Ao entrar você está ciente e de acordo com os
termos de uso e privacidade do WhatsApp.
+

Notícias

Loading...